Cá ? Fé!

Boa parte dos nossos problemas podem ser resolvidos, senão, pelo menos, amenizados com uma boa dose dessas duas coisas : fé e café! Não é em vão o nome e a motivação desse blog , girar em torno dessa bebida quente e pretinha! O bom é chamar carinhosamente o café de pretinho sem medo de ser feliz ou processado, porque ele sabe que é um apelido muito carinhoso!

Quando eu era pequeno, lembro que dava dores de cabeça em casa porque só queria tomar café puro antes de ir pra escola. Leite não era comigo! Depois de um tempo, comecei a só querer tomar achocolatado e fiquei “de mal” do café por uns anos, mas fizemos as pazes por conta da fé! Participando de palestras, seminários e reuniões que muitas vezes tomavam dias inteiros na Igreja, acabei revisitando o carinho por esse velho amigo que me ajudava a não cochilar.

A fé me ajuda a resolver outros problemas, afinal, a fé não costuma “faiá”, todo mundo sabe. Assim como também sabemos que “mesmo a quem não tem fé, a fé costuma acompanhar, pelo sim, pelo não”. O café me ajuda a vencer o sono, a fé me ajuda a vencer o medo e as preocupações. Observando o ibope que a fé tem dado pra algumas pessoas nas mídias sociais, na tv e no campo político do nosso país (que comemorou mais um ano de sua agonizante vida essa semana, diga-se de passagem), eu entendo que algumas pessoas precisam tomar mais café!

Não é meu campo de atuação e nem meu assunto preferido, mas, tem horas que a gente precisa se posicionar! Vendo alguns pastores se envolvendo em assuntos polêmicos por aí, por conta das posturas que assumem publicamente e outros, se envolvendo na política e causando desconforto para boa parte daqueles que eles supostamente afirmam representar, de vez em quando, sou perguntado por amigos: E você ? O que você acha disso?

Sinceramente, como cristão e como pastor, acho que lugar de pastor é na Igreja cuidando do seu rebanho. Pelo menos, eu, se pensasse em me candidatar (e NÃO! Eu NÃO penso nisso!), abriria mão, como me é orientado pelas autoridades a que estou submetido, do meu trabalho pastoral e tentaria a vida (pública) sem fazer uso desse “título pastoral” para arrebanhar votos.

Muitas são as lideranças cristãs que creem que a Igreja precisa de uma bancada evangélica que a represente e a defenda no meio do poder legislativo e executivo. Sou obrigado a concordar com o Reverendo Ariovaldo Ramos, pastor e teólogo presbiteriano, se não me falha a memória, quando ele afirma: a Igreja é de Cristo, não precisa de ninguém que a defenda, quem defende a Igreja é Cristo! De fato, nós precisamos de pessoas cristãs de verdade, que sigam os mandamentos bíblicos, em todos os ramos da sociedade, dando seus testemunhos cristãos onde estiverem.

Na simplicidade do pastor Ariovaldo: a Igreja é profeta e profeta não vai em festa de rei! Cooperamos com o Estado, denunciando a corrupção, lutando em favor da Justiça, mas não temos relacionamento com a política. Membros das comunidades podem exercer atividade político-partidária, mas não devem fazê-lo em nome da Igreja. Devem se comportar e agir lá, como fariam em qualquer outro lugar: como cristãos e não fazendo isso, devem ser disciplinados por não agirem como cristãos, pela Igreja. Qualquer cristão que se sinta vocacionado à política partidária, pode se filiar a um partido e ir buscar seus votos convencendo as pessoas (cristãs ou não) de que ele é uma boa opção de voto e não fazer da Igreja seu curral eleitoral, achando que a Igreja é obrigada a votar nele por ser “irmão”.

Quanto às opiniões desses líderes em evidência por aí, cujos nomes não preciso mencionar, acredito que ninguém pode ser condenado por sua opinião. Eles poderiam estar se ocupando de coisas mais dignas de suas vocações pastorais, mas essa é a MINHA opinião.

Aqui, corroboro a afirmativa do conhecido e respeitado jornalista Alexandre Garcia: “Não podemos condenar uma pessoa por uma opinião. As pessoas são julgadas e condenadas por suas atitudes, quando as mesmas infringem um direito ou uma lei; não por sua opinião, afinal, a expressão é um direito que todos podem fazer uso com liberdade”. Pelo menos, é o que dizem! Se esse direito de liberdade de expressão é usado de forma inteligente e sábia, aí já é outro assunto, pra outra publicação. Questão de opinião!

Agora, a minha opinião ainda é a mesma: precisamos de mais fé! E mais café!

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