A amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade cultivando algumas pessoas.*

Dias desses parei pra assistir, mais uma vez, pelo incentivo da presença de um amigo, ao filme “Antes de Partir” com os brilhantes Jack Nicholson e Morgan Freeman. É a história de dois homens, de universos completamente diferentes que se conhecem mediante um problema em comum, algo que os alcança: a iminência da morte e se tornam amigos que saem pra viver os seus últimos meses de vida, aproveitando tudo que podem. O que seria mera diversão, se transforma numa tremenda lição de vida, amizade e humanidade para os personagens e especialmente para os expectadores do filme.

Poucos são os filmes que eu assisto, menos ainda, os que eu compro e quando o faço, gosto de revê-los de vez em quando. Este é um caso. A lição de vida, de amor e de amizade me toca profundamente. Especialmente, por ser uma história baseada na amizade. Se existe um sentimento valioso e caro pra mim é a amizade. Vinícius de Morais já disse, em certo poema: eu suportaria que morressem todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos. Concordo plenamente!

Amigos são amores eternos, de fato. Posso lembrar o primeiro amigo que fiz na vida, que foi o primeiro também que senti falta, foi quem, indiretamente, me ensinou, já nos primeiros anos de vida, o que era saudade! Amigos são esses com os quais experimentamos os melhores e os piores sentimentos da vida, sempre com um sorriso de gratidão.

Seja o adeus da despedida, seja o abraço da chegada, do retorno, com eles sabemos que sempre poderemos contar. Amigos de verdade são aqueles, me desculpem o clichê, mesmo que passem os anos, sempre no reencontro vai parecer que nunca deixamos de estar juntos, seja pelo telefone, pelo e-mail, mas principalmente, pelo carinho, pelo respeito.

Assim pelo menos, são os meus amigos. Algumas pessoas se gabam de ter muitos; outros choram não ter quase nenhum. Eu, pelo menos, ainda que fique sozinho em qualquer momento da vida, sempre os tenho comigo, no peito e na mão! São contados nos dedos, mas são preciosos como anéis do mais caro diamante e estão sempre presentes!

Pra quem não tinha sobre o que escrever hoje, deixo meu pequeno agradecimento, minha homenagem aos meus amigos, minhas amigas, meus amores verdadeiros!

Hoje não é dia do amigo, hoje não é feriado, é só um dia que tive vontade de dizer aos meus amigos o quanto eles são importantes! Não estamos (acho que não) diante da morte iminente, como no “Antes de partir”, mas como dizem: pra morrer, basta estar vivo, então, falar do que sentimos, sempre está em ordem!

Que a vida nos dê ricas oportunidades de estar com os amigos de sempre. Os velhos amigos são como chinelos antigos: sempre os queremos por perto porque eles sempre nos trazem conforto! Mas também, que a gente sempre esteja disponível a conhecer pessoas que valham à pena como novos amigos, mesmo que como eu, você seja um anti social pela própria natureza!

*Só por curiosidade, o título do texto de hoje é uma frase de Carlos Drumond de Andrade.

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