Liberdade, liberdade! Abra as asas sobre nós…

No último dia 13 de maio, comemoramos a Abolição da Escravatura no Brasil, lá se foram 125 que a Lei Áurea foi assinada pela Princesa Isabel, e ainda temos a mesma pergunta, o que mudou para a população negra do Brasil de fato?

Primeiro precisamos entender que a Princesa Isabel não foi tão boazinha como aparece em muitos dos nossos livros de História, ela não assinou a Lei porque pensava no bem estar dos escravos, tampouco por causa das pressões populares que aconteciam, o fator determinante para que a Abolição da escravatura acontecesse foi a questão econômica, as Nações Amigas do Brasil precisavam importam seus produtos, logo precisavam de um público consumidor, escravo não tem dinheiro, logo era preciso trabalhadores assalariados, diante disso se liberta os escravos e importa da Europa trabalhadores assalariados para que eles possam consumir o que estava sendo produzido em larga escala por lá. Assim os negros recém libertos não tinham trabalho, poder de compra, e tão pouco lugar pra viver, por isso vão habitar os morros pertos das cidades, plantar feijão no pé do morro e originar o que chamamos desde então de favela.

Com esse breve Histórico sobre a data podemos entender um pouco melhor alguns pontos sobre a nossa cultura, nossa construção histórica enquanto país, do porque os negros até hoje serem marginalizados.

Em primeiro lugar gostaria de frisar que considero uma das maiores barbáries que podemos cometer enquanto raça humana, um grupo étnico-racial se julgar superior a outrem ao ponto de escravizá-lo. Somos todos criados por Deus, não existem povo ou raça melhor que a outra, somos iguais, e nossa maior riqueza está justamente na diversidade dos povos, das misturas dos povos, na nossa capacidade de sermos etnias diferentes, cada qual com sua particularidade, e dessa diferença é que vem o encanto da raça humana.

E segundo lugar, é duro pensar que desde sempre o que acaba regendo os relacionamentos humanos são os interesses econômicos, afinal como já foi dito acima, os escravos foram libertos para que pudesse existir público consumidor, mas duro ainda é imaginar que os próprios escravos não podiam se tornar esses trabalhadores assalariados e eles mesmo moverem esses interesses econômicos, afinal como seria para o senhor de engenho pagar um salário aquele que lhe sempre foi um empregado de graça.

Em terceiro lugar, já estamos no século XXI, com milhões de mudanças nos mais diferentes campos do conhecimento, com progressos em várias áreas, e porque ainda é tão difícil tem um progresso em relação ao preconceito étnico-racial, se comparamos com outras coisas, e levando em consideração que tudo é um processo de construção Histórica que demora mesmo pra acontecer, certamente 125 anos já foram o bastante para eliminar quase a zero nossas diferenças raciais.

É aí que eu pergunto o que eu e você que está lendo esse meu Café de hoje tem feito para mudar isso? Tenho dito algumas vezes por aqui que uma grande revolução pode acontecer simplesmente no lugar que você está inserido, mudar o pequeno mundo ao seu redor já vai fazer uma grande diferença.

Meu Café de hoje vai com esse convite, para que através dos meus breves apontamentos possamos refletir sobre o que temos feito para diminuir, sanar ou contribuir para que o preconceito étnico-racial acabe, como podemos construir cada dia mais uma História melhor em relação a isso.

Convide amigos dos mais diferentes grupos étnico-raciais para uma mesa de Café, e perceba o quanto isso será rico!! Bora trabalhar para que os próximos 125 anos possam ser muito melhor em relação a isso e possamos de fato cantar com toda a força: “Liberdade, liberdade! Abra as asas sobre nós E que a voz da igualdade. Seja sempre a nossa voz!”

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