Que bom que ainda existe coisa boa no cenário da música

A máxima do “vai em frente e busca o que querer” se encontra em contradição no ramo da música, ou pelo menos em perspectiva de remota conquista: muito do que se precisa para ser um músico no meanstream se resume em contatos.
Não é difícil criar boas músicas, na verdade é, mas em comparação com a dificuldade de conseguir que o produto seja escutado.
Hoje, por mais que se consiga enviar e-mails ou ter alguma forma para chegar até os produtores e empresários do ramo, a verdade é que ninguém escuta o que você produziu se você antes não tiver um diferencial.
E esse diferencial não se consagra no bom músico, mas sim em ter alguém que tenha contato ou que você tenha contato com uma pessoa influente do ramo.
Bem, essa é a podridão.
Aonde você consegue ver uma luz? Nas bandas famosas, ou pelo menos algumas.
Destaco a banda Detonautas. Muito criticada por alguns eventos do passado, mas sempre se mantendo como uma banda de rock brasileira. Um vocalista polêmico, que traz aspectos bons, e outros nem tanto. Mas o que falar deles? Gostaria primeiro de mostrar o quanto os caras são contrários a toda essa rede de contatos ou de indicações, e o quanto eles buscam uma maneira de mostrar a música. Segundo ponto seria da condição humana não esquecida pelos membros da banda. Fica na cara a questão da humildade e de que sabem que são pessoas comuns que tocam e tem um reconhecimento por isso. Não são estrelinhas.
O terceiro ponto implica em um processo que me insiro: o baterista da banda, Fábio Brasil, dono do estúdio em que a banda grava e ensaia abriu uma oportunidade enorme para mostrar bandas.
Chamado de Mobilia Sessions (Mobilia vem do nome do estúdio, mobilia space), uma espécie de programa criado para mostrar as bandas tocando a vera no estúdio dos caras (bem parecido com aquele programa que a sony passou um tempo por aqui live from abbey road), os Detonautas abrem um espaço pra bandas ainda não reconhecidas (repito, ainda) mostrarem seu som.
A primeira banda a gravar o mobilia sessions foi o próprio detonautas, seguido por algumas bandas do cenário underground do rio de janeiro, e a Sob Efeito, banda que sou vocalista, faz a sua estreia essa semana.
A banda foi selecionada e é a quinta banda a fazer parte do programa.
Esse é um aspecto bem interessante, não somente pela parte que me toca (rsrs), mas por mostrar que há no meio musical uma ajuda das bandas que tem nome, ajudando bandas novas a conseguirem ingressar. Diferentemente do mundo das produções e dos interesses ligados, os músicos continuam querendo que tenham novas bandas, novas ideias.
O que fica marcado é que o espaço que temos na música é muito pequeno, e esse estreito é povoado de contatos e de interesses.
O que nós músicos queremos é mais espaço e buscar um “lugar ao sol”.
Deixo aqui o teaser da Sob Efeito, e durante a semana o link do vídeo no com sua música “Último homem de pé” que consiste na ideia de como que os músicos precisam ser guerreiros e acreditar no inacreditável para tentar conseguir só tocar!
Abraços

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