O café embala as músicas, ou as músicas embalam o café?

Vamos lá, uma atividade rápida pra ver se vocês estão ligados: tente se lembrar de três comerciais que marcaram você.
Vamos, vou dar um tempo para que você possa ir pensando. Vamos, uhnn… foi?
Agora que você se lembrou dos três comerciais, gostaria de fazer uma análise desses comerciais. Vamos desfragmentá-los.
Vamos pegar comercial por comercial e quando chegarmos ao final do processo, voltem e façam com os outros dois.
Qual é o tema do comercial? O que aparece nesse comercial?
Os artistas nele, se existem, você se lembra? Uhnnn
Agora vamos pensar, o que há de mais marcante? Algum personagem ou alguma história?
Você se lembra de aspectos sobre o local?
Bem… muitas dessas informações podem não estar claras ou podem ter sido apagadas pelo seu cérebro em um mecanismo de “limpeza”, a partir do momento que essas lembranças não são tão usadas e são consideradas como desnecessárias (acúmulo inutil).
No entanto, gostaria que pensassem em somente mais um aspecto desses comerciais: conseguem se lembrar da música de cada um?
Mesmo sem ouvir a resposta de quem lê este texto, posso afirmar: sim, você se lembra.
Entro aqui na grande questão: a música como facilitadora de ideias.
A música se tornou um elemento fundamental nos recursos de mídia, principalmente das partes de propaganda.
Você pode parar para pensar e não vai conseguir achar muitos comerciais que não tenham música, e aqueles que você possa se lembrar de nõa serem musicais, há vinhetas ou alguma música leve ao fundo.
E aí você vai pensar no motivo de se usar música, e gostaria que fizéssemos um momento de “ida” até a mais tenra idade, na infância.
Quantas não são as músicas que as mães e pais usam para se relacionar com seus filhos? A música se configura como uma grande técnica de fixar símbolos e significados através do ritmo, do compasso, rima e da repetição. Funciona melhor do que a simples leitura, ou do que a fala em si.
Quando cantamos para uma criança fornecemos a melodia e o ritmo, que é adquirido antes mesmo da interpretação de ideias do que é falado.
Quantas vezes não cantamos algo e somente em algum momento nos damos conta de que nunca havíamos parada para pensar no que havia ali na letra daquela música.
A ideia não é nova, sabemos do uso de cantos para passagem de conhecimento. É uma fórmula eficaz: fixar pelo ritmo, repetição, melodia e não pela densa gama das ideias ali presas. As ideias aparecem em um segundo momento, quando você for comprar um carro, por exemplo, é bem provável que pense no comercial e se lembre inocentemente do produto oferecido ali.

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