Roquenrol

Distorções e ruídos na guitarra, batidas com firmeza e pratadas na bateria, um contra-baixo sujo e com vários pedais, a voz rasgada: sim, sim, estamos falando de rock!

Nunca que tais elementos separados iriam ser sonoros e tão bonitos de se ouvir, se fossem tocados em qualquer outra aventura: se fosse o jazz não dava, se fosse o pop nem rola.

Mas o rock, meus amigos, o rock é outra coisa. É tão bom que até outros segmentos, por vezes, utilizam os clássicos do rock pra vender (até samba chegou a virar).

No dia 13 desse mês, tivemos mais uma comemoração do dia mundial do rock. Baseado no dia em que ocorreu o Live Aid (festival para combater a fome na Etiópia), essa data foi escolhida para representar seu valor no cultural do mundo.
Na Ásia há rock, nas Américas, na Europa, na África, nos polos. De leste a oeste, de norte a sul. São poucos os tipos, ou estilos musicais, que perderam o aspecto regional ou nacional e viraram um aspecto do mundo. A bossa, por exemplo, é brasileira.

Em qualquer parte do mundo, há 4 ou 5 jovens – nesse exato momento – se juntando para idealizar sua primeira banda: ali nasce o sonho de ser uma estrela do rock.

Nosso país ainda é um habitat para tal gênero, no entanto, sua espécie se reproduz em cativeiro.A grande época do rock nacional foi a dos anos 80 e começo dos anos 90. Barão Vermelho, Legião urbana, Capital Inicial, Titãs, Kid Abelha, Lobão, Paralamas, Raimundos. Mesmo havendo um grande espaço e um cenário estabelecido, a grande maioria dessas bandas ocupam um espaço rock-pop. Mesmo com muita guitarra, essas bandas adentraram em nosso mercado com a “ideologia” do pop deveras enraizado. Não deixamos de escutar as guitarras, as baterias, o baixo, mas nem sempre o vocal é do som filho do blues. Essas bandas surgiram em uma época em que bandas com toneladas de teclados ou sintetizadores era rotuladas como rock’n roll. Por exemplo, de toda essa geração coca-cola, temos o RPM. Uma banda com um vocalista sem graça, com uma voz longe de qualquer direcionamento rock, teclados em litros, e o que era dito? Rock!Não, não parece nada com rock. E aí colidimos com algo atual: será que não há mais rock, ou será que nunca existiu rock mesmo no Brasil?

Bem, hoje o Brasil carece de grandes bandas de rock, ou de bandas que sejam consideradas de rock e que realmente façam esse tipo de som. Vejo Detonautas, via Charlie Brown Jr, Frejat – Barão Vermelho e Titãs como algumas das bandas que ainda existem e que ainda são bem rock. Mesmo tendo suas investidas com um “balanço” do pop que a “beth balanço” balança, fazem um som que tende mais ao respeito. Nxzero, fresno, Cpm22, e tantas outras bandas consideradas roquenrol, são na verdade uma vertenten emocore carente com umas faltas de porrada quando eram mais novos, incrementadas com um belo sotaque paulista (não que isso seja ruim, mas enche o saco).

Temos ainda algumas bandas um pouco mais pesadas ou “sujas” como Velhas Virgens, Matanza, Dead Fish e o novo Raimundos que ficam em uma perspetiva underground, mas que fazem Rock.Bem, que ainda venham mais bandas de rock nesse país, um estilo que não cria fronteiras, simplesmente existe no coração de todo jovem que quer fazer um barulho com sua guitarra, acordar o vizinho com a bateria, cantar no chuveiro as músicas do Queen…

Bem, God give rock’n roll to you!

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