A minha Rádio é Rock, 89!*

No último dia 13 de julho, celebramos o dia Mundial do Rock, é pra celebrar a data o meu Café de hoje vai com a reprodução de um texto que escrevi para uma promoção da UOL 89FM a Rádio Rock de São Paulo. O tema do texto da promoção era: A Rádio Rock faz parte da minha História”. Assim, quero com meu Café de hoje celebrar a data e também contar mais uma boa história da minha vida, para aqueles que estão sempre na nossa mesa:

Foi no começo de 1996 que a minha história com a Rádio Rock começou. Foi uma história que começou meio que acidentalmente, pois quando fui cursar a sétima série do Ensino Fundamental seria a primeira vez na minha vida estudantil que eu ia estudar no período da manhã, e a única coisa que ia me fazer acordar cedo, era um rádio relógio, até aquele momento eu não tinha muito o hábito de ouvir rádio. Nos primeiros dias deixei numa rádio que na época tinha um programa de reggae, o que já era suficiente para me acordar, até que um dia eu errei a posição do botão tuning e o rádio despertou na 89 FM, foi amor a primeira, digamos, escutada, estava formada ali minha relação com a Rádio.

Todos os rádios que eu tinha foram a partir daquele dia colocados na 89 e durante dez anos os botões tuning dos meus rádios não souberam mais o que era mudar de lugar. A maior parte desse tempo quem fazia o horário do amanhecer era o Cadu Previero, graças ao: “Um bom dia du Cadu, pra você ouvinte 89”, eu não perdi a hora por anos. O Cadu com sua saudação já deixava meu dia mais feliz. Tanto é que os anos sem 89 foram horríveis, eu nunca consegui encontrar uma rádio como a 89 que pudesse me despertar.

A Rádio Rock tem um jeito tão próprio, tão seu, que provoca em seu público um sentimento que só quem é 89 entende, e não consegue explicar. E isso ficava sempre evidente pra mim, quando acontecia o seguinte, como eu ia todo o Dia Mundial do Rock trocar meu quilo de alimento por um prêmio eu tinha um montão de adesivos da rádio, colocados em tudo quanto era lugar, nos anos que a Rádio esteve fora, meus adesivos continuaram firmes e forte em tudo quanto era objeto que eu tinha, quantas não foram as vezes quem alguém viu meu adesivo e puxou papo comigo só para lamentar e compartilhar o amor que tinha pela Rádio, era sempre bom perceber que eu não era a única maluca que não tinha conseguido se encontrar com outra Rádio.

Contudo esse período sem a 89 só não foi mais doloroso,(sim doloroso é a palavra apropriada, pois minha saudades da Rádio chegava a doer às vezes) porque como sou evangélica da Igreja Metodista, eu acabei migrando depois de muito tempo para rádios Gospel, e por ouvir esse estilo de rádio surgiu a ideia de fazer meu Trabalho de Conclusão de Curso da graduação em História, resolvi falar sobre a música evangélica nos anos do AI-5. As pesquisas foram tão produtivas pra minha vida que hoje faço mestrado em Ciências da Religião com essa temática.

Mesmo fora do ar, a 89 foi de fundamental importância na minha vida de pesquisa acadêmica, quem sabe no doutorado eu não trabalhe um tema voltado para o rock. Assim desde o dia 21 de dezembro de 2012 os meus ouvidos são muito mais felizes. E só me resta dizer vida longa a 89 FM, a Rádio Rock!!

*O título do texto é uma das vinhetas que a Rádio já teve.

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