De Byron pra Naldo: o mal do século

Pra quem vivia de amores por sua donzela, o mundo atual é um tanto quanto caótico: a virgem bela e singela, tá de sainha, e olha, acho que não é mais virgem!
Por quê se criticar o funk?
E por pior que possa parecer, não é pelo som!
As batidas eletrônicas da bateria do “tum ta tum tum ta” presentes em todas as músicas do gênero, ou até mesmo os “vocais” sem melodia ou até mesmo no tom da música, não são os alvos mais sérios.
O que é um problema é o conteúdo dos funks, assim como, em geral, o conteúdo da maioria das músicas populares que hoje dominam as vendas e aparições.
Há muito sentido sexual presente nas canções, além do aspecto da ostentação, ou alguns valores não duráveis, como por exemplo os aspectos da conquista em uma noitada.
Falta elementos ricos ali, e estou longe de acreditar que isso seja um mal vindo de lá.
Devemos pensar nos problemas sociais implicados, no descaso educacional, e tantos outros fenômenos sociais que fazem, não só os que fazem o funk, mas como uma grande população brasileira carecer de educação e outros valores relacionados ao respeito, a convivência, e tantos outros aspectos.
Há um pensamento muito correto que se estrutura em um sentido de duas mãos: se escutam o funk (todas as classes), significa que há uma aceitação por uma música sem muito valor, ou seja, quem faz a música faz porque vende, tem público.
Estou longe de acreditar que em uma balada, as pessoas estejam muito interessadas no que está escrito nas músicas, no entanto as pessoas escutam essas músicas em casa, no carro e em muitos lugares. Usam as letras como argumentos existenciais. A música está implicada na construção do EU (SELF), que cria uma maneira de compreender o mundo, de representá-lo. Além dos aspectos presentes nos modelos de identificação. Celebridades influem o comportamento de adolescentes, adultos.
Sendo assim, a música deve ser o mais transparente possível, ou pelo menos buscar tramas construtivas.
Seja uma história romântica, seja alvos políticos, seja por aspectos reflexivos, a música precisa passar algo além da conquista, do coito e do sentimento de status superior.
Dando meu ponto de vista, como compositor, busco elementos para que a música não fique marcada por uma época (usar elementos de uma certa época como celular, telefone, computador, que podem ser obsoletos em algum tempo), assim como não retirar seu valor que transcende a compreensão humana, ou seja, não colocando aspectos sexuais, ou linguagem baixa em sua letra.
A música eleva a alma e te coloca em um lugar tão fora do físico, que não merece ser inflada com sexo ou uma conquista de uma noite.
Sentir o que a música pode te proporcionar é divino, é algo que deve estar em algum lugar por esse universo, ou fora, ou até mesmo dentro de nosso pensamento, algo tão longe de nós mesmos que fica difícil de saber se é abstrato por ser um sentimento forte, ou por ser algo que está lá perto de plutão.
Ahh o Byron hoje em dia fazendo funk!

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