O futebol é o ópio do povo e o narcotráfico da mídia.¹

Falar de futebol é um prazer que eu tenho, não como profundo entendedor, mas como torcedor apaixonado! Na verdade, acho que se entendesse, não comentaria, jogaria. Aliás, o verbo “comentar” é um tanto quanto pretensioso, nesse caso. Mas, o que posso fazer, se nasci com a genética brasileira?

No fundo, cada um de nós é técnico do time de coração e da seleção brasileira; todos temos um “quê” de médicos, que se auto medicam e ainda têm aquela receita capaz de curar da unha encravada até o câncer! Quem nunca ? Outro assunto do qual entendemos muito é política! A prova disso é nossa inteligência e sagacidade ímpares na hora de ir às urnas, a cada pleito! Mas, esse não é o foco hoje! Voltemos a falar da bola…

Tem gente que briga com Marx por dizer que a religião é o ópio do povo². Ele certamente, não assistiu ao campeonato brasileiro na sua época! Perdão aos radicais, eu torço, torci e torcerei pra seleção na Copa das Confederações e na Copa do Mundo. Se por causa disso, tem gente se aproveitando e ganhando rios de dinheiro? Se não fosse a Copa, eles arrumariam outro jeito. A culpa não é do futebol, apenas.

De um ponto de vista mais intimista, não preciso conhecer você pra saber que, como eu, você também torce pro melhor time do mundo! Um dia, se os astros conspirarem a favor e der tudo certo, as pessoas saberão, entenderão e se renderão a essa certeza que você já tem desde sempre! Até lá, nós (você e eu) vamos sofrendo! Por causa do meu time, eu pago plano de saúde, gasto fortunas em ingressos, camisas, bandeiras. Graças a esse time, eu já terminei relacionamentos, arrumei brigas com amigos e ainda corro o risco de morrer do coração!

Mas, o que fazer? Eu odeio meu time, mas torço por ele! É o meu time! Entende?

¹Frase de Millôr Fernandes.

²O sofrimento religioso é, a um único e mesmo tempo, a expressão do sofrimento real e um protesto contra o sofrimento real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração e a alma de condições desalmadas. É o ópio do povo.[Karl Marx, “Uma Contribuição à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel” (1844)]

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