Hipócritas

Quão nojentos são os hipócritas, desprezíveis e dignos de lástima. Não conseguem enxergar a si mesmos. Essas pessoas, homens ou mulheres (não importa o sexo!), são capazes de julgar e condenar em outrem os mesmos pecados que cometem ou seria capazes de cometer – mas não o fazem pelo medo!

A culpa que possuem não os liberta para viver em paz. Necessitam, portanto, sentirem-se aliviados ao “rebaixarem” a outros com maledicências. Inimigos da misericórdia. Amantes do tropeço alheio. Suas almas são pérfidas e seus desejos maculados pelo rancor da felicidade e prazer alheios. Relaxam as regras ao aplicarem-nas a si mesmos, enquanto as enrijecem aos demais.

São como porcos! E por assim serem, necessitam sentir que outros estão tão sujos ou mais que a si mesmos. Isso apenas para se sentirem menos imundos. Medíocres, desejam o risco alheio, porém sem possuir a coragem que o acompanharia. Fingem-se “puros” com sorrisos desleais.

Aos amantes do agouro, a sentença para seus “pecados” é a própria existência. Pelo que estão cercados por grades invisíveis, construídas pelo material sórdido que brota de seus próprios corações. Portanto, o que lhes resta de bom é a pena e a compaixão de quem os avista em seu penoso suplício. Que a redenção de olharem para o espelho, tomar consciência de si mesmos, os alcancem e quebrem as correntes que os definham no calabouço da existência.

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