Café com gosto de aniversário.

Na última sexta-feira, dia 04 de outubro completei mais um ano de vida. E época de aniversário é sempre um tempo especial que nós aproveitamos para refletir sobre nossa vida, creio que tudo mundo deve fazer isso. Começa o balanço dos sonhos que já foram alcançados, a renovação da esperança dos que ainda está por vir. É também tempo de crise, tempo de perceber que os anos estão passando mais rápido que minha capacidade de poder contá-los.

Nesse último ano passei por mudanças significativas em minha vida, coisas bem felizes aconteceram, coisa tristes também. Amigos que se foram, amigos que chegaram e parecem que sempre fizeram parte de minha existência. Outros tantos permanecem ali sempre fiéis ainda que distantes fisicamente.

Eu acredito muito que a idade de uma pessoa está relacionada não apenas na quantidade de anos que ela vive, e sim na intensidade de experiências vividas. E nesse quesito como eu tenho boas histórias para contar. Aliais está aí uma das coisas que eu mais gosto de fazer na vida, contar Histórias.

Ao refletir sobre esse ano de vida pude perceber quantos sonhos foram realizados, sonhos que sequer eu considerava possível de acontecer num prazo inferior de cinco anos. Deus sempre nos leva além do que podemos imaginar. E como Ele tem me levado.

Mas certamente uma frase que tem motivado minha existência, desde os tempos de adolescência, foi a de um poema de Manuel Bandeira. No poema “Pneumotórax” um verso sempre me marcou: “ A vida que podia ter sido e não foi”. Desde então tenho pensado em viver a intensidade que vida pode me dar, em cada instante, em cada momento, para não chegar aos 82 anos como Bandeira e perceber que a vida simplesmente não foi. É claro que no poema ele está falando sobre os problemas pulmonares que teve, e que de certa forma foram diminuindo sua expectativa de vida, ao ponto de impedi-lo de fazer um monte de coisas por causa da frágil saúde. Contudo a frase me marca na essência da minha existência. O que tenho feito da minha vida?

E com certeza um dos meus maiores medos na vida sempre foi o de chegar na velhice e perceber que nada na vida fez sentindo. E motivada por isso é que passei a contar a vida pela intensidade de emoções, tirando de cada experiência uma coisa boa, fazendo uma reflexão do que poderia ter sido melhor, e melhorar ainda mais da próxima vez. E assim tenho seguido meus dias muito mais feliz. Pois com toda a certeza nós vivemos muito melhor quanto conseguimos enxergar a beleza da vida nas pequenas coisas, nos detalhes do cotidiano. A vida é muito simples, é a gente que via lá e gosta de complicar tudo.

Assim entro no meu novo ano de vida, ainda mais feliz, sabendo que as mesas de Café sempre estarão ali me lembrando que não existe tempo melhor para se gastar do que aquele vivido na companhia dos outros, compartilhando boas histórias.

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