A solução no inútil

Assistindo à uma entrevista da lindíssima Maitê Proença (e eu já disse que caso com ela a qualquer momento que ela pedir! rs) encontrei inspiração logo nos primeiros 4 minutos de conversa. Olha aí porque desse amor platônico!

Questionada a respeito de qual atividade ela gostava mais dentre todas que exercia, ela respondeu que escolheria a de escritora. As razões disso é o que nos interessa aqui, hoje.

Todos nós fazemos inúmeras atividades ao longo do dia entre obrigações de trabalho, atividades domésticas, cuidados com a higiene e saúde, enfim. Do trabalho até cuidar dos bichos de estimação, todos vamos nos envolvendo em coisas ao longo da vida. Por sorte, muitos conseguem trabalhar e ganhar a vida fazendo o que gostam; outros deixam a felicidade pra outras áreas da existência.

Alguém já disse: “Quando você faz o que gosta, corre o risco de não trabalhar nem um dia sequer!”. Entendo com isso, que algumas pessoas têm tanto prazer no que fazem pra viver que é quase sacrilégio chamar isso de trabalho. Acredito que eu esteja entre esses e no meu caso, prefiro chamar minha ocupação de ofício, por fazê-la por vocação!

Por outro lado, muitas pessoas trabalham com o que conseguiram ou com o que foi possível ou o que dava mais retorno e passam longos anos de suas vidas trabalhando em alguma coisa que não lhes dá prazer e satisfação alguma.

Em todos os casos, todos acabamos hora ou outra, procurando algum tipo de divertimento ou atividade extra-emprego que nos ofereça satisfação pessoal: jardinagem, música, artes plásticas, etc. Uns vão pintar quadros, outros vão costurar, alguns vão praticar esportes, há os que vão aprender outro idioma, outros que vão escrever livros e o que todos estão procurando é alguma coisa que possam fazer com liberdade e em busca de prazer e satisfação.

A vantagem de se fazer algo com essa liberdade é exatamente a liberdade per si! Eu por exemplo, tenho na escrita, meu refúgio. Escrevendo eu me dou a liberdade de pensar sobre que quiser e por estar sozinho, os resultados também são só meus! Posso jogar fora o que escrevi sem que ninguém veja ou posso publicar e compartilhar. Nessa liberdade de criar estão as soluções pra muitas questões, inclusive algumas que ainda sequer foram feitas.

É o valor precioso que existe por trás do inútil! Aquilo que não nos serve pra nada que não seja o prazer de fazê-lo! Sentir o gosto de liberdade de fazer qualquer coisa que quiser! Ou não fazer! A decisão é sua e a hora também! Pra exercer um hobby ninguém marca hora e não podemos imaginar o altíssimo poder criativo que emana do simples fato de não haver nenhum grau de pressão sobre nós quando o praticamos.

Tomara que chegue o dia em que nosso hobby dê dinheiro e nossos brinquedos virem ferramentas de trabalho!

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