A música: a marca da libertação

Acordei um dia desses e fui ouvir uma música.
Talking about revolution, o nome! Uma voz gigante de uma figura gigante: Tracy Chapman.
Poucas palavras, mas sim… as palavras.
Como é possível passar toda a angústia, toda a luta e todo o sentimento para letras, harmonias e melodias?
Transcende!! Vai muito, mas muito além da compreensão, pelo menos o que se pode passar com palavras…
Sentimentos caem no sentir, e não no compreender…
A música da cantora, tem um fundo político e social, aquele viés da música que pega a parte de ser um hino: poder se expressar de uma maneira que quase que consiga fazer as palavras virarem vibrações e soarem tanto que cheguem perto do sentir.
Mas por muito tempo, eu pensei que algumas músicas eram de libertação. Não, não são somente as políticas. Eu estava errada: todo música é uma libertação.
É trazer para o mundo, para o que é passível de percepção, tudo aquilo que fica preso dentro do corpo. É conseguir transpôr a barreira que o corpo oferece.
O corpo é o instrumento, mas é a primeira barreira.
A música de amor, de coisas engraçadas, do cotidiano, de uma história qualquer, ela é uma música de libertação!
Qualquer música tem algo de fenomenal: pode ser compreendida de várias maneiras! Uma música perde o que era pra quem a fez quando se torna de qualquer um que queira.
Ela liberta. liberta a paixão do jovem rapaz… aquele amor platônico que só se realiza nos três ou quatro minutos que ele escuta aquela música que faz lembrar daquela pessoa que ele ama e que nunca vai ter uma correspondência.
Ela liberta o rapaz que pega a sua bicicleta, seu skate e vai pular por aí, tentando imitar ícaro e voar. A música são as asas. Asas… simples assim…
A música te liberta de qualquer masmorra.
A música eleva o pensamento e ele voa, em qualquer cenário que quiser.
É meta-físico.
Se eu pudesse apostar em divindade, diria que é alguma forma de frequência, algo harmonioso… algo que entra no ser… como uma música.
Aquele que toca uma canção tem a função bendita de simplesmente fazer do homem alguém que possa significar mais do que uma vida pode trazer como fundamentos de significados… a música faz crer em coisas que vão além.
O ato de libertar se configura no exercício de tirar os nós e as amarras de nossa conformidade, de nossa mediocridade. A música… sim ela faz isso.

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