Para os que tanto odeiam acordar cedo!

Acorda. Bota no modo “soneca”. Acorda dez minutos depois. Puto da vida. Dorme. Acorda com o segundo alarme do “soneca”. Levanta um olho em uma concentração abismal, uma reunião de todas as forças do mundo. Pensa “dormir mais…”.

Vai ao banheiro olha no espelho e continua pensando “dormir…”.
Toda atividade de raciocínio está reduzida à um tom contínuo e duradouro, um tipo de ohn, só que no ritmo do nada: hnnnnnnnnn.

A vida não é fácil, e você descobre isso acordando cedo.
Se a vida fosse tranquila, você acordaria na hora que acordasse. Simples assim.
As únicas coisas simples na vida são dormir e dar uma mijada.

Ainda como um zumbi você vai até o vaso, puxa a calça na frente, segura o dito cujo, olha para o nada, e lá está você: naqueles segundos entre o estar pronto para mijar e o mijar em si (um aspecto ontológico do ato de micção, o mijo enquanto mijo).

Simples sensação: o aperto que alivia aos poucos.
“Ahhhh” – é o que sai da boca ainda fechada, após aquela bela respirada.

Você pega um tubo com creme dentro. Passa na escova. Molha na água. Escova pra direita. Esquerda. E lá ainda está você: um merda sem motivação.
Esse é o momento do dia em que você é um grande desperdício de espaço: um corpo e nada na cabeça (mesmo que algumas pessoas sempre estejam assim nesse estado).

Você peida! ah você peida. A manhã é sempre jovial, é sempre num tom claro. É brisa de vento e reto flatulando. É como um mecanismo de troca, ou recíproco: o vento bate no rosto, geladinho; você esquenta o ambiente em troca, com aquele sopro roncado, quente e chorumento.

Foram vinte minutos passados, com uma cara de um sempre que deveria estar sendo cumprido ainda em transe, dormindo.

Você precisa comer. Pão? Se não for pão vai ser o que? Vai ter gente falando que “agora é melhor substituir pão por tapioca!”. Show! Vou fazer meu misto quente com uma tapioca! Alerto até pra você que ainda não teve a ideia: faça misto quente de tapioca, venda na rua! É sucesso garantido! É quase um açaí com abacate.

Pão. Faca. Presunto. Queijo. Manteiga ou não.

Você começa o seu dia…

12 horas depois…

“Ah finalmente! Hora de dormir!” – e é nessa hora que você já está tão ligadão, já tá tão no ritmo que… que você não consegue dormir.
Você olha seu e-mail 4 vezes, em menos de meia hora. Vai olhar o que tá passando na tv. Sempre encontra um filme que acha interessante (e no final você descobre que era uma bosta), vem alguém falar com você no celular, você não sai do facebook. E quando você vê… Já passou da hora boa pra dormir há muito!

Aí você chora? Naaaadaa! Eu amanhã acordo na hora, de boa! Porque, quem é que precisa dormir? Acordar é de boa.

horas depois…

Acorda. Bota no modo “soneca”. Acorda dez minutos depois. Puto da vida. Dorme. Acorda com o segundo alarme do “soneca”. Levanta um olho em uma concentração abismal, uma reunião de todas as forças do mundo. Pensa “dormir mais…”.

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