A preguiça, a zona de conforto, e todos os doces que te fazem querer hibernar

Quem inventou esse negócio estranho chamado preguiça?
Deve ter sido um grande inventor, mesmo que aqueles que acabam sendo salpicados pela vontade de não fazer nada, nem sempre morram de amores por tal cidadão.

O que é a preguiça? É engraçado como que é fácil senti-la, mas como que é abstrato buscar uma definição.
Preguiça é o que? É a falta de vontade, motivação, é a ideia de se livrar ou deixar para o lado atividades que deveriam ser feitas, em troca de não ser feito nada.
Busquei uma definição na minha própria preguiça.

O não fazer nada pode ser algo muito prazeroso, já que muito pouco é gasto, seja no campo cognitivo ou no campo físico. Não há desgastes.
Até aí, ok! Se eu conseguir fazer depois o que preciso fazer agora, e não interfira nos prazos, na eficácia e etc, sem problemas.
Mas e aí? Ficamos de duas maneiras: ou tranquilos em nossa zona de conforto (intelectual, físico, de conhecimento, de exposição), ou acabamos usando nosso momento de não fazer nada como um estágio para uma ansiedade maior.

Criar ansiedade referente a se sentir incomodado por não estar fazendo algo que deveria ser feito, mesmo que ainda possa ser feito depois.
O que é isso? É o contrário do que se busca com a preguiça, não é? É se ocupar com o que não precisaria ser ocupado.
Pré – ocupar, não? Se ocupar antes que seja preciso.
Por vezes é bom, outras vezes é apenas uma boa maneira de se punir.

O sair da zona de conforto está ligado em partes a essa questão do se pré – ocupar. Por vezes temos que nos expor de certa forma, para que possamos no futuro obter algo ou ser algo. Está relacionado com as metas, com projetar, com se estruturar para conseguir realizar metas. E nessa, se ficarmos apenas na preguiça ali nas cobertas, bem no nosso “mundinho”, estaremos em uma zona de conforto, que em pouco tempo se tornaria em uma fantasia que terá apenas o intuito de retirá-lo da dura realidade de não ter se exposto e criado, feito, realizado.

Ah os doces! Bem os doces, assim como se sabe, são o que levam à virtude (acredito que Huxley teria reformulado sua frase, caso estivesse debaixo das cobertas tomando chocolate quente!).
Os doces são utensílios benéficos a qualquer atividade, sejam as de repouso, ou as de ação intensa.
Por que falar de doces? Por que a preguiça e a zona de conforto é tão sedutora e tão gostosa quanto os doces. São umas delícias. Mas estão em uma mesma lógica: são extremamente maléficas à saúde em excesso.

Nosso repouso é bom em proporções boas, em excesso gera a mesma sede que se tem após comer tanto doce. Perdemos o “paladar” pra vida, quando estacionamos em nossa zona confortante.
Não queremos ter diabetes da vida, queremos?
Mesmo que seja tentador cairmos de boca no chocolate da preguiça, sabemos que todas as coisas doces, são mais doces ainda quando são espaçadas.
Doce de mais acaba com a alma.

Não sei você, mas me deu uma preguiça e uma vontade enorme de comer um chocolate!
Bem… deixa pra depois!

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