Que bonita a sua roupa… Ah não, a FIFA mudou!

Qual o significado das cores da bandeiras dos países?
Podemos, de certa forma, concluir que são muitos os motivos para se colorir de certa forma uma flâmula, e ao mesmo tempo, perceber que os motivos diferem na composição e na escolha.
Nossa bandeira quer dizer algo para todos os outros.
É uma forma simbólica embutida de significados. Algo que se relaciona também com a procura da identidade daquele povo.
Há sempre uma história, certo?

O futebol. Bem, ele.
O que são as seleções de futebol, senão uma forma de representar o orgulho e o amor à sua pátria?
Os jogadores defendem nosso orgulho, nossa honra – é uma competição – há perdedores, e na melhor condição, os vencedores.
São guerreiros de mãos vazias e de intenção não hostil.
Mas não deixam de defender o local de onde vem.

Os uniformes. O que representam? A identificação do time ou grupo de jogadores com o destino de onde vem, e sempre associado a algo histórico ou que traz um sentido de nação. Na maioria das vezes, os países utilizam as cores de suas bandeiras, quando não usam todas, usam pelo menos alguma. Raras exceções, são ligadas à causas típicas de cada contexto, como Austrália (que não usa as cores de sua metrópole, logo não ao vermelho – azul – branco), Japão, Itália, Nova Zelândia, Eslovênia, Venezuela, e poucas mais.
De certa maneira, os uniformes estão ligados a cor da bandeira, na lógica de que a bandeira tem significados que estão ligados à uma identificação com certo Estado-nação.

Até aí, ok!
O que é a Fifa? Uma Federação que concentra os poderes sobre o Futebol e de qualquer organização continental ou nacional. É ao mesmo tempo um órgão regulador, legislador, executor, além de ser responsável pelos eventos de encontro de Confederações.
Ela busca padrões para que o futebol tenha o melhor “palco”, ou seja, melhor infraestrutura para que o evento seja magnífico – um espetáculo.

Ok, até aí ok! Ela busca o melhor para o que é considerado o melhor do esporte que ela coordena.

Quando que isso começa a ficar complicado?
Quando ela começa a regular aspectos que não condizem com uma real situação que atrapalhe o esporte.
Como? Partindo da norma de cima pra baixo, e modificando algo que não deveria.
Os uniformes!

Os uniformes são formas de reconhecimento para o público, são tradicionais, e normalmente não se alteram muito com o passar do tempo (mudam os modelos, mas não tanto o total).
Há regras sobre os kits (camiseta, calção e meião), e é interessante que os uniformes sejam distintos entre si, para que não tenham confusões durante o jogo. Esse ponto é importante e totalmente correto.
Aonde que a FIFA exagera? Em transformar os uniformes das seleções alegando que não pode haver nenhuma parte do kit igual.
Ou seja, se uma seleção utiliza uma camiseta preta com short branco e meia preto, e a outra camisa vermelha, short preto e meia preta, uma das duas terá que modificar o meião.
E assim também com o short.
De certa forma, não atrapalha tanto assim se uma peça do kit é igual.
O que a FIFA propôs? Uniformes monocromáticos – todo vermelho, todo verde, todo amarelo – ou uniforme todo indo pro claro ou todo indo pro escuro.
Com isso a Alemanha não usa mais calção preto, o Brasil fará rodízio entre o short azul e o branco, Italia toda azul, Argenta com short branco, Camarões com short verde, Holanda toda laranja (um enjoo mecânico), e por aí vai.
Uma das únicas que manteve a tradição foi a França, que passou anos usando um uniforme todo azul como titular e um todo branco para reserva. Hoje volta ao azul, branco e vermelho (cores da bandeira, certo?).

Por mais que Amarelo e branco sejam cores da bandeira, nós somos desde de muito tempo a seleção amarelo, azul e branco. Demorou tempo até fixar nesse, e é com esse que o Brasil veio usando desde que os uniformes começaram a ser usados de forma mais profissional.
O feio uniforme azul, de 74 ou 78, é um apagado da história: feio e não é a seleção canarinha.

Enfim… o que a FIFA mostra é uma atitude completamente ditatorial, e passa por cima da barreira da tradição para que a sua visão sobre o jogo seja a que deve ser, ou ser a aceita, a única.
Você não mexe apenas com uma peça de um kit, mas você mexe com toda uma identificação do torcedor, com todo um cenário histórico, e com todas as representações que as cores do uniforme tem com a bandeira – e com a pátria.
Se já vieram aqui e passaram por cima de tantas coisas, deveriam tirar era o amarelo, que seria mais próximo do ouro e do dinheiro que levaram.
Se for para o time mudar uniforme e ser monocromático, usemos o preto, o todo preto.
Pois assim representa um país que está de luto com sua política completamente gauche, errada, e talvez com todas as atitudes de “dona de tudo” que a Fifa enfia goela abaixo.
Nem as fanfests poderão ser democráticas em tudo: são nomes que não podem, terrenos que não poderiam ser usados, e tantas outras não festivas condições.

Fifa, para estes uniformes de única cor, que parece que a distinção total com outro é coisa para crianças ou pessoas com debilidade cognitiva, e todas essas ações “atropeladoras”, um belo de um vá tomar…

Eu sou amarelo azul e branco, não um variado de peça sim, peça não porque ali é blábláblá e mimimi!

E o legado que fica é: seu país abriu as pernas para uns babacas que vieram fazer dinheiro, e abriram as pernas porque também queriam dinheiro.
Já roubaram tudo, ainda levam nossa tradição?

Não, não…

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