O silêncio…

Essa semana passei por uma experiência bem interessante, fui fazer um exame de audiometria vocal e tonal, esse exame avalia a capacidade de ouvir sons. Até aí tudo bem, o problema foi a preparação para o exame 14 horas de “jejum” acústico. Como eu morando num centro metropolitano de São Paulo poderia conseguir fazer isso? Vivemos na sociedade do barulho, dos ruídos dos mais diversos sons, ouvir o “barulho” do silêncio não cabe no nosso cotidiano.

Aí imaginei eu que a única coisa que poderia fazer para diminuir a quantidade de sons que eu escutaria nas 14 horas anteriores seria não ouvir rádio e nem ver TV, muito menos vídeos na internet, e isso foi muito difícil. Que me conhece e já me visitou aqui em casa sabe que se entrar no meu quarto o rádio estará ligado na 89 FM a Rádio Rock de São Paulo, desde a hora que eu levanto, por que ainda faço o uso do rádio relógio, até instantes antes de dormir, se estou em casa o rádio está ligado. Na preparação para a audiometria perdi as contas de quantas vezes fui em direção ao rádio para ligá-lo, fazendo a mesma pergunta, como esse rádio ainda está desligado, mas segundos depois eu lembrava, ele não podia estar ligado.

Todavia essa experiência me trouxe algumas reflexões e  uma delas é justamente sobre o barulho do silêncio, sobre que momentos da nossa vida o silêncio é necessário, talvez numa acalorada discussão o silêncio pode ser bem precioso para não dizermos coisas que irão machucar muito a outra pessoa. Na nossa sociedade ruidosa, cheia da poluição sonora de fato o silêncio é um bem necessário a nossa audição. O silêncio também nos ajuda a ter um encontro conosco mesmo. Contudo o silêncio diante da injustiça, o silêncio por repressão, por censura, não são produtivos, ou até o silêncio que esconde sentimentos que deveriam ser ditos e não o são também não acrescentam em nada. O bom mesmo é saber dosar a hora certa de falar e a de silenciar. O autor do livro de Eclesiastes na Bíblia diz no capítulo três, versículo sete que existe tempo de falar e tempo de calar, há tempo certo para tudo no nosso viver diário.

Já teve vezes nessa Mesa que falei tanto de falar quanto de ouvir e hoje é tempo de falar de barulho e silêncio de uma outra perspectiva, pois o mesmo assunto gera maneiras diferentes de ver a mesma coisa com o passar do tempo.

Portanto tenha um momento só seu em silêncio saboreando um Café, refletindo sobre sua vida, sobre os barulhos e silêncios necessários, mais também tenha um Café entre amigos com muito barulho e com silêncios também. Viva a profundidade do barulho e do silêncio.

E claro que para você que está curioso sobre o resultado da minha audiometria eu não sou surda, se não escuto é por pura distração, mas isso é papo para um outro Café. rs

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