A “Era dos aplicativos”

Vivemos na sociedade da rapidez. Das coisas que acontecem na velocidade de um click. Das diferentes mídias sociais que nos ajudam a nos comunicar com os outros a quilômetros ou a metros de distância. Dos inúmeros aplicativos que surgem diariamente para facilitar nossa vida, com funções e ferramentas que visam solucionar problemas que muitas vezes nós sequer achávamos que tínhamos, mas a agente abaixa assim mesmo, vai que um dia eu preciso….

Esse tipo de fenômeno me faz pensar da forma mais fantasiosa possível que poderiam existir alguns aplicativos tipo um botão que a gente apertasse e fossemos teletransportados de um lugar para o outro em milésimos de segundo, para não sofrer parada no trânsito de duas horas para percorrer um simples trecho de 20 Km. Ou ainda um botão que o ciclo menstrual acontecesse só quando a gente quisesse de fato engravidar, para não sofrer todos os meses com os mais diversos incômodos que ele traz consigo. Ou ainda outro aplicativo que a gente pudesse apertar e descobrir exatamente quem é o amor da nossa vida, para não ficar sofrendo a toa por tanto amor não correspondido, ou não fazer sofrer por não poder corresponder o amor de outrem.

Contudo infelizmente, ou felizmente a vida não é assim tão fácil e os aplicativos estão anos luz de resolver essas minhas fantasiosas vontades, que de repente pode ser a mesma vontade fantasiosa de você que está tomando esse Café aqui comigo. A vida de fato e de verdade só pode ser vivida olho no olho, no contato pessoal e ao vivo, nas necessidades biológicas que nós fazem humanos. Minha crise existencial com os aplicativos, e aqui o meu ponto principal de reflexão nesse café de hoje, é que muitas vezes eles nos tiram do mundo real, e a gente perde a beleza natural, do real da vida. O que foi feito para facilitar, diminuir tempo e espaço acaba realizando o contrário. Devemos ter muito cuidado quando essas facilidades toda do mundo pós-moderno nos separam dos atos misericórdia, do amor, da piedade, do sofrimento humano, da compaixão. Quando isso acontece há algo errado em nós. E aí está na hora de ligar o aplicativo cérebro e coração e começar tudo novamente….

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