Porque não estou torcendo para a seleção brasileira nessa Copa

Hoje é dia de jogo do Brasil, e ele vai acontecer justamente na hora que nós da Mesa mais gostamos, às Cinquepoca. Você provavelmente já colocou seus trajes, adereços e acessórios verde, amarelo, azul e branco. Já resolveu onde vai ver o jogo, e escolheu a companhia de amig@s ou familiares. Eu brasileira como você, que gosta de futebol já escolhi partes disso, entretanto assim como os demais jogos da seleção brasileira nessa Copa eu resolvi torcer contra.
Nessa hora você já teve ter me chamado de maluca, antipatriota, que eu devo ter parte com os Back Bloc e etc. Contundo minha razão para este ano não torcer pela seleção canarinho é futebolística mesmo, ao meu ver já fazem anos que temos muitos bons talentos individuais, craques com C maiúsculos e aí resite uma das minhas primeiras inquietações, futebol é disputado em grupo, onde todos devem jogar por todos, tem que haver unidade de propósito, e isso está longe de acontecer em nossa equipe, porque se sinal de unidade for entrar em campo em fila indiana, eu tenho que rever meu conceito sobre relacionamentos humanos…
Meu segundo ponto é a falta de jogadores que jogam no Brasil. Eu acho muito, muito chato mesmo ver a seleção formada por jogadores que estão fora do País, me parece seleção de outra nação, não me identifico mesmo com esse grupo que eu não vejo semanalmente nos campeonatos estaduais e nacionais. Mas aí você vai dizer, ‘está doida Flávia, nossos melhores jogadores de tão bons que são jogam fora”, e aí a gente assina o atestado que nossos torneios de futebol nacionais são ruins porque não merecem ter as melhores estrelas em campo. E mais uma vez como em tantas outras a gente joga no lixo tudo que é nacional.
E nada, nada mesmo do que vejo há anos na seleção me convence que esses caras jogam com raça, falta muito amor a camisa, amor a nação, amor ao que eles representam para as 200 milhões de pessoas que enxergam no futebol uma de suas realizações pessoais. Ainda mais para quem é São-Paulina e criou seu padrão de raça baseado na carreira de Rogério Ceni, que pra mim não joga com as mãos ou com o pé e sim com o coração.
Bom aí você que é machista de plantão deve estar dizendo assim, “a Flávia é mulher não entende nada de futebol por isso escreve essas bobagens”. Aí eu te responderia que eu não passo vergonha quando falo sobre a regra do impedimento ou esquema tático não. Sei diferenciar um atacante de um zagueiro, de um lateral e um meio de campo, e sempre considerei medíocre quem acha que futebol é coisa só para homens. Quer esporte mais interessante para uma mulher apreciar do que ver 22 rapazes com belos físicos correndo durante 90 minutos? ( E sim eu já tive o sonho adolescente de querer casar com um jogador de futebol.). E justamento por ser mulher é que tenho a sensibilidade de dizer o que sinto com relação aos nossos boleiros, porque muito do que escrevi até aqui tem a ver com sentimento. Sentimento esse que cada vez mais tem abandonado nosso futebol, pois cada dia ele tem sido praticado e explorado em virtude de dinheiro, e quando isso acontece tudo perde a graça, deixa de ser espetáculo. Por isso eu torço contra a seleção brasileira esse ano, em nome de um futebol com muito mais emoção especialmente dentro de campo.

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