Love Letters

Café das cinquepoca

O amor era mais amor quando amantes escreviam cartas. Procurava-se inspiração em canções de amor com sentido profundo, ia-se ao âmago dos sentimentos atrás daquilo que poderia motivar o namorado em sua escrita, em parecer um pouco com o poeta e a inspiração vinha do olhar ou do sorriso da amada.

Fernando Pessoa escreveu: “Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas. As cartas de amor, se há amor, tem de ser ridículas. Também escrevi  no meu tempo, cartas de amor, como as outras, ridículas. Quem dera o tempo, em que eu escrevia, sem dar por isso, cartas de amor ridículas. Afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas!”. É exatamente essa dimensão do ridículo que falta aos amantes de hoje: escrever, reescrever, rasgar, passar a limpo, se preocupar com o que a pessoa amada sentirá…

Ver o post original 137 mais palavras

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s