UTOPIA – sonho ou fantasia?

É um tanto desgastante nadar contra a maré.

Acusamos o outro pela corrupção política ou destruição do planeta, enquanto dificilmente fazemos uma análise interna das falhas que somam para esse todo corruptível e destruidor e tudo que ouvimos, e ainda, quando o que vemos e fazemos está (geralmente) intrinsecamente (mesmo que indiretamente) relacionado ao nosso bem próprio, ao consumo irresponsável para o nosso conforto e para que possamos conquistar nossos objetivos pessoais.

Mas… Por que não lutamos incansavelmente para que a justiça seja feita?

Não lutamos pois sabemos (talvez alguns inconscientemente) que seríamos prejudicados. Prejudicados? Como assim? Porque estamos corrompidos nos pequenos detalhes do dia-a-dia. Estamos corrompidos pelas nossas justificativas idiotas, apontando o erro do outro e dizendo “se ele faz x, porque eu não posso fazer y?”, pelas filas furadas, o troco errado, a mentira no telefone (entre outras mínimas atitudes que encontramos justificativas para fazê-las). A justiça divina será feita, mas antes estamos aqui e deveríamos lutar para que o certo seja eficiente.

Não estou dizendo que você não pode ter bens matérias, pelo contrário quero te incentivar a buscar suas metas de vida, mas não deixe que suas metas individuais te tornem inerte as metas que precisamos conquistar como sociedade, te faça apático às desigualdades. Porque a partir do momento em que perdemos o valor do bem comum e partimos para conquistar nossos sonhos sem perceber as pessoas que estão a nossa volta (e se elas estão em possibilidade de viver dignamente) estamos agindo como os políticos corruptos que desviam verbas para que possam comprar seus “sonhos”, mas estão indiferentes a realidade dos que estão precisando de cuidados nas ruas ou nas periferias, nos que estão lutando incansavelmente por uma situação de vida melhor para seus filhos

Não olhamos mais para os marginalizados, porque estamos cegos comprando nossos carros, imóveis, roupas etc. A vaidade nos tornou insensíveis a nossos irmãos… a ambição exacerbada fez o indivíduo querer aquilo que não podia e isso veio gerando desde lá de trás todas as mazelas que vivemos socialmente.

E como mudar? Querer que isso mude não é utopia? Talvez. Se considerarmos que a utopia é o início das realizações, é uma grande incentivadora, não que a utopia seja a perfeição inalcançável, mas a condição digna e igualitária que merecemos ter. Pessoalmente acredito que podemos SEMPRE ser um pouco melhores. E se cada um partir desse princípio então juntos temos uma sociedade melhor.

Utopia. Assim começa a transformação. Não é um ideal imaginário. É sonhar sem limites.

O desgaste das ondas batendo contra o peito daquele que nada contra maré é inspirado pelo fôlego que a utopia traz.

“Temos de nos tornar a mudança que queremos ver no mundo.”

                                                              Mahatma Gandhi

PS: Indico o filme “A corrente do bem”.

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Resiliência

Boa noite galera!

Esse é o meu primeiro post! Eu me chamo Gleyce, sou extremamente desligada do mundo, odeio noticiários, prefiro conhecer o dia a dia (es)forçando minha percepção às situações ao meu entorno, acho que assim posso ajudar mais do que ficar vendo na TV tragédias que se tornam comuns e adormecem minhas emoções. Se vocês ouvissem minha voz talvez já estivessem dormindo, meu jeito de falar é o movimento que o corpo precisa pra relaxar. Ainda bem que só digitarei. Sobre mim é o suficiente.

Aqui no blog vou discorrer sobre meio ambiente, e o bom de falar sobre isso é que meio ambiente expressa o todo, e todo é tudo, ou seja, vou poder falar do que eu quiser, rs… Tô meio preocupada com meu português ruim e com as viagens alucinantes da minha mente “florestada”. Mas prometo que meus posts serão feitos com verdade, com a sinceridade e o pouco de inocência que ainda me resta. Insistirei em trazer reflexões positivistas e que nos leve a soluções. E ainda mais, desejo que nos tornemos mais ativistas no sentido ATIVO da palavra – ser ativo, menos “mimimi”, “bláblá” e mais ação! Mesmo que seja lento, que seja!

 

Então vamos ao assunto do primeiro post…

Esse termo “resiliência”  é uma concepção original da Física, mas que foi e é muito usado na psicologia. Recentemente ele passou a ser associado também a capacidade natural que o ambiente tem de se recuperar. Por muito tempo o homem viveu sem pensar em lucro, e por isso a Terra era capaz de funcionar como um ciclo ótimo, em que o homem utilizava o que era necessário a sua sobrevivência e o planeta tinha tempo para “repor na prateleira” o que os homens precisavam. Desse modo, homem e natureza formavam um meio ambiente que se sustentava com sucesso.

A história de harmonia e paz começa a mudar no período feudal em que a troca das matérias de subsistência (grãos, animais, roupas) passam a ser substituídas por metais preciosos. Mas isso se agrava severamente/ drasticamente/ terrivelmente (a pior expressão que você possa imaginar – mente) com a ascensão da Revolução Industrial e em consequência o fortalecimento dos conceitos do capitalismo focados no individualismo e evolução a qualquer custo. O ciclo ótimo natural começa então a ser quebrado. Exploração do homem – social, exploração da natureza – ambiental, lucro a qualquer custo – economia, mudança de princípios/ valores – cultural. Daí em diante as coisas estão como estão.

Eu iria colocar dados aqui, assim estudos científicos comprovariam que a Terra não está dando conta… mas gente, não preciso. As evidências são claras, estamos sentindo isso na pele. Quem tem ao menos mais de 15 anos pode notar as diferenças da qualidade de vida que estamos tendo. Quero indicar um filme a vocês – “Astro Boy”. É um filme infantil, mas que mostra como viveremos daqui um tempo. Se vivermos… E sabe o pior de todo esse papo ecochato? Escolha nossa. Egoísmo nosso. Nossas doenças físicas e emocionais estão relacionadas ao meio externo de construção. Vivemos sobre pressão o tempo INTEIRO, porque temos que lucrar, temos que comprar, colocar grade em volta das casas, muros altos, mais altos, agora comprar um mais novo, quebrou, compra outro. Mostramos aquilo que não somos. E sabe quem usamos para ser aquilo que não somos? A natureza.

E então não colocamos ao fim a Terra, mas nós mesmos. Porque somos totalmente dependentes dela.

Se esse papo for ecochato… e dane-se as plantinhas e bichinhos, então ao menos seja menos ignorante e ame-se, ame sua descendência.

 

“Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não haveria pobreza no mundo e ninguém morreria de fome.” Mahatma Ghandi