Quanto custa um sonho???

Quanto custa um sonho?? Bom eu poderia muito bem responder que o sonho custa centenas de milhares de páginas lidas, horas ouvindo músicas, outras tantas horas assistindo vídeos, horas a fio em frente ao computador (com sol, com chuva, derretendo de calor. rs), longas conversas com o orientador, com pilhas e pilhas de livros, LPs,CDs, DVDs, com conversas animadas ou não tão animadas assim com amigos e amigas sobre o tema pesquisado, e é claro horas intermináveis de muita pesquisa. Como não sou muito boa com exatas e tão pouco boa com números meço meu sonho através daquilo que fiz das porções de horas que investi meu tempo nos últimos 33 meses. Sim foi esse o tempo ao todo de duração do meu mestrado. Isso porque fiz uma matéria apenas para conhecer o programa de pós-graduação das Ciências da Religião, aí a paixão pela área foi grande que resolvi enfrentar o desafio de cursar mesmo o mestrado.

Esses 33 meses foram muito, mas muito intensos mesmos, minha vida mudou muito, até de cidade eu mudei, mudei de Igreja, deixei a estabilidade de um emprego público. Mudei velhos conceitos, aumentei minha fé e experimentei ainda mais a provisão de Deus dia após dia. A Flávia de hoje não é a mesma de 33 meses atrás, me sinto hoje mais madura, com mais certeza do amor e da graça de Deus, mais feliz, mais aberta a ouvir aqueles que pensam diferente de mim, mais humana. E apara aqueles que temiam tanto que o mestrado em Ciências da Religião ia abalar minha fé, saibam que ele só fez com que eu tivesse mais certeza do Deus que eu sirvo, e da salvação que Jesus pode dar.

Foram meses difíceis que a vontade de estar em outros tantos lugares foi grande, contudo senti que os amigos e amigas vieram ao meu encontro onde eu estava, e assim me senti cuidada por cada um, cada uma de vocês, pois vocês me sustentaram com tanto amor, carinho e orações. E a família também não ficou atrás, mesmo não entendendo alguns processos do mestrado apoiou o meu sonho.

Mais uma etapa vencida, mais um ciclo que se fecha, mais um sonho realizado. E no fim dessa etapa a minha palavra só pode ser de gratidão, em primeiro lugar a Jesus que me amou, e pelo Seu amor sou convidada a cada dia a fazer o mesmo. Por isso sou grata e por isso posso perceber o amor que inundou cada coração que sonhou esse sonho comigo, pois eu acredito muito que um sonho não é realizado sozinho, é sempre no coletivo, na comunhão com os outros. Sou grata aqueles e aquelas que estiverem comigo nessa empreitada até os 45 do segundo tempo, né Lucas Filipe; aqueles que me ajudam desde os tempos do TCC na graduação, né Georgina Gomes e Victor Pulcinelli; aqueles que me emprestaram material tanto dos Vencedores por Cristo, quando do Ministério de Louvor Diante do Trono, Yuri e Janaina Steinhoff, Nayane Cardoso Moraes, Marli Paupitz e Fernanda Votta. Aquele que foi o primeiro grande incentivador da ideia do mestrado, pastor acadêmico Jhonatan Candido. Aquele que é meu amigo, pastor e dono dessa Mesa Kadu Mattos; aquele que foi meu orientador o professor Leonildo Campos; aquelas que compuseram minha banca examinadora professora Magali Cunha e professora Dorotéa Kerr; Aqueles que foram meus professores durante todo o mestrado; aqueles fiéis amigos de mestrado Daniel Camuçatto, Elton Alves, Igor Marques e Rodrigo Follis. E claro Papai João, Mamãe Vera, irmã Valéria, sobrinho Anthony Renan e toda a Família Medeiros: Vó Tica, Vô Osvaldo (in memorian), Tias Rosana e Suelene, Tios Toninho e Eliel, prima Kely e primos Jônathan e Luccas.

Termino esse emocionado Café de gratidão com versos das canções dos grupos que foram meu objeto de estudo: “ Este é um tempo de festa, este é um tempo de louvor, para celebrar Aquele que primeiro nos amou…” ; “Cada instante contigo Senhor, é paz em minha alma, suave harmonia, do Seu grande amor…”

*A minha dissertação de mestrado tem por título: “ Música, igreja e juventude: Um estudo Comparativo dos Vencedores por Cristo (1970) e Ministério de Louvor Diante do Trono (anos 2000)”.

“O silêncio é reacionário.” *

Devido a discussões políticas em redes sociais – discussões públicas – algumas pessoas chegaram a me perguntar a razão pela qual eu mantenho vínculos virtuais (e até mesmo pessoais) com gente que pensa de forma tão diferente da minha e mesmo se portam de forma inconveniente nesses debates.

Ora, salvo raras exceções, nunca havia pensado em excluir ninguém das contas que possuo na internet. As razões são bem simples: a) sou instigado a pensar diferente por meio do contraponto, por si só isso já é muito proveitoso; b) acredito na possibilidade de enriquecimento mútuo decorrente desses enfrentamentos; c) com frequência os debatentes são meus amigos e amigas, portanto possuo vínculos afetivos com estas pessoas que vão além da afinidade política.

Evidentemente, nem sempre me alegro com o que alguns me dizem. E, claro, não raramente perco a sobriedade, demonstrando minha instabilidade emocional com palavras pouco gentis. Entretanto, não acredito em crescimento sem confrontação, e confrontação implica necessariamente em certo incômodo, isso porque nossas ideias constituem a casa que habitamos e dão razão ao nosso viver cotidiano. Qualquer tijolo arrancado ou inserido pode desfigurar nosso universo pessoal, comprometendo nossa estabilidade e aconchego.

Nesse sentido, lamento por aqueles que não possuem serenidade o bastante a fim de compreender a dinâmica de um embate de ideias, que não sabem se portar e tampouco superar ofensas feitas no calor de uma discussão. Política, futebol, religião, dentre outros temas polêmicos, são plenamente discutíveis. Porém, há que se lembrar, envolvem paixão. Assim, ao desferirmos golpes contra algum objeto que seja, de algum modo, caro a outras pessoas, estamos sujeitos a reações das mais variadas.

Provocações geram reações. Se não queremos gerá-las, melhor não fazê-las. É importante então buscar compreender se a simples exposição de uma forma de pensar não resulta por si só uma agressão ao universo simbólico-afetivo de outros. Entrementes, assim como aprendemos a comer comendo, a falar ouvindo e falando, a andar tentando andar, não há como aprender a se portar em um debate sem se arriscar a entrar em um.

Óbvio, pode ser que nem sempre haja paciência para tantos desaforos e fundamentalismos (que ressurgem em nosso tempo), mas quem está na chuva é para se molhar. Penso ser preferível me arriscar a me calar absolutamente. Até porque, abrindo espaço para certa arrogância, se entendemos de algo, é bom que o transmitamos. Apresentemos o ponto ou contraponto a fim de não permitir que a burra unanimidade tome conta de todos.

* Jean-Paul Sartre é o autor da frase que nos dá o título de hoje.

Como num piscar de olhos…

Eis que de repente, não mais que de repente eu pisquei meus olhos em janeiro e quando voltei a visão já era dezembro. Sim 2013 passou voando, quase na velocidade da luz! rs. Mas no meio dessa piscada muita coisa aconteceu, coisas boas, coisa que dá vontade de piscar novamente pra ver se voltam ao lugar que estavam antes.

E a história de nossas vidas segue, a história de nosso país segue, a história dos nossos queridos segue…Ou melhor talvez não siga mais… Pois é, 2013 foi um ano de perdas de pessoas tão queridas…mas suas histórias continuarão vivas em nossas lembranças e assim dá pra seguir com nossas próprias histórias e aprender a cada dia mais conviver com a saudade. Mais se teve gente querida que teve sua história interrompida, outras tantas histórias nasceram, nunca na história do meu feed de notícias do Facebook vi tantos amigos e amigas sendo mamães e papais, como fiquei feliz de ver tanta criança bonita chegando ao mundo. Isso também renova nossas esperanças!

E nessa piscada outras pessoas se achegaram no meu campo de visão, e com suas preciosas presenças fizeram diferença pra mim, quantas conversas, quantas dicas, quantos conselhos, quando crescimento mútuo. Como louvo a Deus por ter por perto tanta gente que tem como diria a canção “dividido comigo suas histórias e me ajudado a construir a minha.”

Nessa piscada também, enxerguei uma juventude mais engajada, mais preocupada com a melhoria do país, que não mediu muitos esforços e foi pra rua, mostrando que quer de alguma forma lutar e construir um lugar melhor.

Na piscada percebi de uma maneira mais forte ainda o que é ser dependente de Deus, e como O louvo porque Ele me deu uma família, amigos e amigas que foram importantes suportes nesse momento.

Nessa piscada fui parar numa Mesa de Café, ás Cinquepoca, nela pude compartilhar e refletir com muitas pessoas sobre a vida, história, morte, tempo, amor, justiça, Deus, música, igualdade, futebol, esperança… Afinal qualquer coisa cabe na nossa Mesa de Café, e como foi bom ter a companhia de vocês mesmo que à distância.

Nesse meu penúltimo Café de 2013, eu queria apenas refletir, ainda que em poucas palavras o que esse ano foi na minha vida e no mundo ao meu redor, e te convido a fazer o mesmo, talvez seja o momento de um Café solitário, você, sua xícara de café e seus pensamentos, refletindo como apesar dos muitos pesares a vida vale a pena para que não tem a alma pequena numa paráfrase aos versos do poeta Fernando Pessoa.

Assim no finalzinho dessa piscada eu faço um brinde com minha xícara de Café á 2013, e que venha a piscada 2014!

“É bom amigos a gente ter, é bom amigos a gente fazer…”*

“Um amigo de verdade é como o sol. Não precisamos vê-lo todo dia para lembrar que ele existe.” No último dia 20 de julho comemoramos mais um Dia do Amigo, uma data que existe em vários países para comemorar uma das melhores relações da vida a amizade.

E você já conseguiu imaginar o que seria de nossa vã existência se não fosse noss@s amig@s. Certamente grande parte das sensacionais histórias que tenho pra contar sobre minha vida acontecerem com @s amig@s. São eles/elas que dão o tom da nossa vida, que riem, choram, se alegram, nos dão broncas, estão juntos mesmo que longe.

Uma das coisas mais legais sobre a amizade é que com @s amig@s a gente pode ser que realmente é, ao contrário de quando estamos afim de um rapaz que temos que ao menos a princípio esconder nossos defeitos, nossas fragilidades com @s a gente sempre pode ser quem é, aliais pode até ser cobrado se fizer algo diferente da personalidade que temos.

Sempre considerei que uma das melhores formas para descrever o amor vem da divisão dos gregos que tem o amor ágape ( amor à Deus), Eros (amor pelo nosso par) e o amor filos (pel@s noss@s amig@s). Com essa divisão nós conseguimos muito bem separar os sentimentos, e viver o amor filos por um monte de gente.

Amig@s nos trazem paz, confiança, amor, disposição, acolhida, ás vezes nos dão aqueles conselhos que só poderiam vir deles/delas mesmos, que nos colocam no nosso devido lugar, e tal conselho só pode vir deles/delas mesmo, pois são pessoas que nos conhecem bem. Afinal amizade é isso mesmo, é convívio, é comunhão, é permitir se conhecer e também ser conhecid@ pelo outro alguém. É uma relação que extrapola um sentido lógico, afinal tod@s temos aqueles/aquelas amig@s que aparentemente não tem nada a ver conosco mais que a gente não consegue viver longe deles/delas.

Quero com meu Café de hoje brindar a amizade, essa grande mesa as Cinquepoca é uma demonstração de nossa amizade, que surgiu justamente do sonho do dono da mesa em colocar os amigos de vários lugares, refletindo sobre diversos assuntos num só lugar. Cabe aqui um agradecimento público ao Kadu por me permitir fazer parte dessa tão amável mesa!

E claro que vou encerrar meu Café agradecendo a você minha amiga e meu amigo que abençoa minha vida pelos simples fato de existir, e de estar perto de mim, de sempre dividir sua história com a minha história. Vocês tod@s são presentes preciosos do Senhor na minha vida. E como diria uma frase do filme “Os miseráveis”: “amar outra pessoa é ver a face de Deus.” . Vejo a fase de Deus na vida de cada um/uma de vocês!

*O Título do texto de hoje é um verso de uma música infantil sobre amigos

**Usei o @ como efeito para ao mesmo tempo usar a letra o e a letra a.