#Rio450

Tenho verdadeiro fascínio por músicas que cantem a beleza e as maravilhas do Rio de Janeiro. Apesar de,  hoje, viver em SP por escolha e ter sido muito bem acolhido e realmente gostar daqui, meu coração bate mais forte quando ouço os versos de Marina Lima cantando: “As luzes brilham no Vidigal…” ou o saudoso Tim Maia com seu “Do leme ao pontal”.

Nunca morei de fato na cidade do Rio. Nasci em Petrópolis e estudei por pouco tempo no bairro do Flamengo. Frequentei praias na infância e subi o morro do Borel pra ver familiares. Em todo caso, minha voz faz coro ao maestro Antônio Carlos Brasileiro (e pq não carioca?) Jobim ao dizer: “estou morrendo de saudades…Rio, teu mar, praia sem fim, Rio você foi feito pra mim” porque mais do que uma naturalidade, ser carioca é um estado de espírito. O bom humor, o despojamento  ir ao shopping (mesmo em São Paulo) de chinelo, o jeito sacana, dourado, moderno e direto(além de de não gostar de dias nublados)*entre tantas outras características do nosso jeito carioca de ser.

Depois de morar por 4 anos em SP, cá estou de volta, com muita gratidão pelo acolhimento. Não posso me queixar. Mas isso não me rouba algumas características: a marra, o sotaque e a certeza de que eu sempre como “bixcoito mermo”! Só não posso dizer que eu seja Flamengo e tenha uma nêga chamada Teresa…Paciência.

Se fosse falar nas praias, na paisagem e as belezas naturais que a qualquer lugar e momento são um charme e encanto à parte, ão só na cidade, mas em todo o Estado, da poesia, da boêmia e outros valores, não haveria espaço no café de hoje.

Infelizmente, estou uma semana atrasado com essa homenagem, mas…Só posso ser grato ao Rio por seus 450 anos e porque, por causa dele, vivo trazendo sorrisos a paulistas que adoram um sotaque chiado! No mais, só o Rio mesmo pra chegar aos 450 anos e continuar lindo! Lindo, cheio de charme e vida!

Abaixo, um vídeo que explica um pouco desse sentimento. Uma campanha publicitária antiga do shopping Rio Sul.

 

 

*(Mencionei apenas algumas canções que exaltam e cantam a beleza do Rio de Janeiro: “Cariocas” – ouça a versão de Adriana Calcanhoto; “Samba do Avião” – Tom Jobim; “Virgem” – Maria Lima; “Do Leme ao Pontal” – Tim Maia; “País Tropical” – Jorge Ben Jor; “Aquele abraço” – Gilberto Gil).

 

Dois!

Bolo, bexiga, coxinha, risoles, brigadeiro, beijinho, e outros docinhos, velhinha, suco, refrigerante, conversas, muita alegria. Essa semana nossa Mesa de Café está assim com todas essas gostosuras, pois celebramos os dois anos que nosso querido Blog Café das Cinquepoca está no ar.
Celebrar aniversário é sempre muito bom, nada melhor do que poder louvar a Deus pela vida, e fazer isso do lado de amig@s e família é sempre muito especial. É isso que fazemos essa semana em nossa mesa, celebramos nossos dois aninhos.
Devo dizer que quando aceitei o convite do Kadu para fazer parte dessa Mesa não imaginei que isso fosse durar tanto tempo, que nossos Cafés iriam alcançar tantas pessoas, como alcançou, que minhas reflexões sobre história, tempo, vida, morte, amor injustiça, esperança e tantos outros assuntos poderiam gerar curiosidade em outras pessoas ao ponto de sentarem à mesa junto comigo, nas quarta-feiras. Não imaginei sequer que escreveria por mais de duas semanas, e lá se foram 60 Cafés preparados.
Assim, meu Café de hoje só pode ser de felicidade e gratidão a vocês nossos leitores e leitoras que compraram essa ideia conosco, a Deus que nos permite viver experiências de vida que podem ser compartilhadas num texto, e no meu caso a gratidão também vai ao dono da Mesa Kadu, que no meio de tantas outras amigas que ele poderia ter convidado para escrever, resolveu escolher essa historiadora, cristã protestante, sonhadora que acredita que um mundo melhor é possível, e essa mudança pode começar com uma simples xícara de Café, compartilhada as Cinquepoca, num lugar qualquer, num dia qualquer. Viva nossos dois anos!

Esse é um tempo de festa!

Em janeiro de 2013 fui surpreendida com um convite de um amigo. Ele queria fazer algo diferente para se distrair e teve a maravilhosa ideia de montar um blog. Mas ele não queria um blog só para ele, ele pensou numa coisa maior, um blog com amigos e amigas das mais diversas áreas de conhecimento para “falar” dos mais diferentes assuntos como se estivessem numa conversa na mesa de Café. Quando li aquele e-mail, topei a ideia sem hesitar. Depois de ter aceitado o convite foi que me lembrei que meses antes tinha recusado um convite para escrever num outro blog, pois estaria super atarefada com as pesquisas finais da minha distração de mestrado. Pensei em voltar atrás desse segundo convite, contudo a ideia era tão legal, a temática toda criada em cima da mesa do Café e do horário que ele deveria ser servido, ás cinquepoca, foram atraentes demais, me rendi e permaneci com a ideia de ajudar nessa empreitada.
E no dia 27 de fevereiro de 2013 lá estavam no ar os textos de apresentação dos e das colunistas. A partir daquele dia o Blog Café das Cinquepoca tornou-se uma realidade (Cabe aqui em agradecimento especial ao Pedro Alves e a Georgina Gomes que muito nos ajudaram com a aparência do blog). Nós nunca nos preocupamos com o número de pessoas que estaria sentado conosco na nossa Mesa, tanto em termos de colunistas, quanto em termos de leitores e leitoras, o nosso lance era escrever nossos textos, nossas ideias, de uma certa forma imortalizar na rede nossas impressões sobre o mundo, sobre a vida, e assim tornar a nossa vida e a vida dos outros melhor e mais divertida.
Certamente um ano depois nós não temos a dimensão da amplitude que nossos Cafés atingiram. Mas ficamos muito felizes toda a vez que recebemos comentários no próprio Blog, ou em nossas mídias sociais, ou ainda até mesmo pessoalmente sobre pessoas que tem sentado á mesa conosco. Uma coisa eu tenho absoluta certeza, faço isso com muita paixão, com muito prazer, costumo dizer que se eu não estiver sentindo alegria, prazer e diversão no que eu faço eu simplesmente deixo de fazer. Logo, se estou nessa Mesa há um ano é possível perceber o quanto isso é significativo pra mim.
Fui escalada a priori para falar de História, esse é a minha área, mas nesse um ano servido Cafés outras demandas mais emocionadas, e de várias outras ordens viraram temas dos meus textos, que sempre refletem muito do que estou sentindo naquela semana. Espero em 2014 cotar mais Histórias boas do que ruins. Mas vamos que vamos.
Vou encerrar esse meu Café de celebração celebrando a vida do dono da Mesa Kadu Araújo Mattos, sou muita grata mesmo pela oportunidade de fazer parte dessa mesa, mas grata ainda de ser a única mulher, essa Mesa é mais charmosa graças a minha sensibilidade feminina (humildade é a minha maior qualidade inclusive! rs). Celebro também a vida de cada leitor e cada leitora que dedicam uns minutos do seu dia para sentar à mesa conosco. Obrigadão!! E bora celebrar esse aniversário com um delicioso Café!

“No tempo em que festejavam os dias dos meus anos…” *

Celebrar a vida e mais um ano que recebemos a benção de fazer aniversário é um privilégio! Todos fazemos aniversário e geralmente, acabamos banalizando isso a uma festa com bolo, recebermos presentes, etc. A vida é bem mais do que isso! Celebrar a vida em mais um ano é muito mais do que isso!

Não, não é meu aniversário! É aniversário do nosso blog, do nosso café! Exatamente dia 27 de fevereiro foi ao ar o nosso blog com o primeiro texto (na ocasião de nossa historiadora, dona Flávia!) e mais alguns textos explicativos e de apresentação. Nossa proposta sempre foi de um espaço informal em que alguns amigos poderiam expor suas ideias, seus pensamentos e sonhos. Começamos sonhando alto também, planejando o implanejável.

Logo de cara, ganhamos uma fanpage no facebook que tem nos ajudado demais, até hoje a divulgar nosso trabalho! Um presente do amado Renan! Obrigado, querido! Nem imaginava o quanto seria importante essa fanpage como ela é hoje!

Tivemos o privilégio de contar com opiniões de pessoas excelentes em vários momentos de nossa curta história de um ano e alguns, por motivos de força maior, falta de tempo, ocupações diversas, não puderam contribuir mais como sei que gostariam, mas suas participações abrilhantaram nossa caminhada e só posso dizer muito obrigado e sempre haverá espaço pra vocês na nossa mesa! Puxem uma cadeira e tomem café conosco, quando der!

Hoje ainda temos o privilégio de ter uma historiadora, um mestre em ciências da religião e bacharel em direito e um rock star, estudante de psicologia nos alimentando em nossa fome por conhecimento, semanalmente com suas histórias, opiniões, crônicas, poesias e enredos. A esses, o meu muito obrigado por continuarem fieis ao nosso propósito de bater um bom papo informal, sempre com aquele sabor de café na boca! Obrigado Flávia da Silva Medeiros, Raphael Curioni e Humberto Ramos por estarem sempre presentes, adoçando minha boca com o café de vocês!  Um obrigado especial ao amigo sumido, Pedro, que teve um trabalhão pra atender a todas as minhas vontades e manias quanto à aparência e funcionamento do blog!

Mas sem a menor dúvida, meu agradecimento mais que especial é pro nosso público, nossos leitores fieis, que mantém nossas visualizações todo esse tempo! Obrigado pela paciência com as bobagens que escrevemos e muito obrigado pela fidelidade! Que possamos ter muitos outros momentos de café juntos, batendo nosso papo gostoso, na mesma hora de sempre: Cinquepoca!

* O Título de hoje é o primeiro verso do poema “Aniversário” de Fernando Pessoa.

Café com gosto de aniversário.

Na última sexta-feira, dia 04 de outubro completei mais um ano de vida. E época de aniversário é sempre um tempo especial que nós aproveitamos para refletir sobre nossa vida, creio que tudo mundo deve fazer isso. Começa o balanço dos sonhos que já foram alcançados, a renovação da esperança dos que ainda está por vir. É também tempo de crise, tempo de perceber que os anos estão passando mais rápido que minha capacidade de poder contá-los.

Nesse último ano passei por mudanças significativas em minha vida, coisas bem felizes aconteceram, coisa tristes também. Amigos que se foram, amigos que chegaram e parecem que sempre fizeram parte de minha existência. Outros tantos permanecem ali sempre fiéis ainda que distantes fisicamente.

Eu acredito muito que a idade de uma pessoa está relacionada não apenas na quantidade de anos que ela vive, e sim na intensidade de experiências vividas. E nesse quesito como eu tenho boas histórias para contar. Aliais está aí uma das coisas que eu mais gosto de fazer na vida, contar Histórias.

Ao refletir sobre esse ano de vida pude perceber quantos sonhos foram realizados, sonhos que sequer eu considerava possível de acontecer num prazo inferior de cinco anos. Deus sempre nos leva além do que podemos imaginar. E como Ele tem me levado.

Mas certamente uma frase que tem motivado minha existência, desde os tempos de adolescência, foi a de um poema de Manuel Bandeira. No poema “Pneumotórax” um verso sempre me marcou: “ A vida que podia ter sido e não foi”. Desde então tenho pensado em viver a intensidade que vida pode me dar, em cada instante, em cada momento, para não chegar aos 82 anos como Bandeira e perceber que a vida simplesmente não foi. É claro que no poema ele está falando sobre os problemas pulmonares que teve, e que de certa forma foram diminuindo sua expectativa de vida, ao ponto de impedi-lo de fazer um monte de coisas por causa da frágil saúde. Contudo a frase me marca na essência da minha existência. O que tenho feito da minha vida?

E com certeza um dos meus maiores medos na vida sempre foi o de chegar na velhice e perceber que nada na vida fez sentindo. E motivada por isso é que passei a contar a vida pela intensidade de emoções, tirando de cada experiência uma coisa boa, fazendo uma reflexão do que poderia ter sido melhor, e melhorar ainda mais da próxima vez. E assim tenho seguido meus dias muito mais feliz. Pois com toda a certeza nós vivemos muito melhor quanto conseguimos enxergar a beleza da vida nas pequenas coisas, nos detalhes do cotidiano. A vida é muito simples, é a gente que via lá e gosta de complicar tudo.

Assim entro no meu novo ano de vida, ainda mais feliz, sabendo que as mesas de Café sempre estarão ali me lembrando que não existe tempo melhor para se gastar do que aquele vivido na companhia dos outros, compartilhando boas histórias.