Os gafanhotos, o presidente e o bicho “Papão”

As últimas semanas têm sido de grande euforia para aquela sua vizinha “apocalíptica” que gosta de interpretar tudo à luz do fim do mundo. O papa renunciou, o Egito recebeu uma tempestade de gafanhotos de proporções bíblicas e o presidente-ditador Hugo Chávez faleceu.
Sobre o presidente, me limito a dizer que, a despeito de ser contra qualquer regime contrário à democracia, não me alegro em ver a morte de ninguém, muito menos por câncer que é uma das doenças mais cruéis que eu conheço e menos ainda, de pessoas jovens.

Gafanhotos são um problema sério que incomoda o Egito nessa época do ano, desde sempre. Isso foi muito bem aproveitado por Deus e Moisés para livrar Seu povo das mãos do Faraó. E papas também são um problema desde sempre, sobretudo para Roma. Pelo menos, elegê-los! É deles que eu prefiro falar nesse texto.
Todas as vezes em que um papa morre e outro é eleito em seu lugar, se ouve a mesma conversa por aí: “O novo Papa é ou vai ser o Anticristo, a besta do apocalipse ou o que, pra Igreja pode ser ainda pior: vai ser liberal, vai autorizar o fim do celibato, o uso da camisinha, o aborto, o casamento gay, etc…

Sem entrar no mérito dessas questões todas, o que a gente acaba vendo, sempre é mais ou menos, a mesma coisa: um idoso de saúde fragilizada é eleito por outros santos homens de Deus, de idade avançada e saúde igualmente debilitada para ocupar o Trono de São Pedro. Com um pouco de inteligência por parte do colégio de cardeais, sobe ao poder, para representar Cristo na terra, um santo pontífice na casa dos 60, afinal, a estimativa de vida anda maior, pode ser que com 60 e poucos, ainda se encontre com boa saúde. Com um pouco de ousadia por parte dos mesmos, a fumaça branca anuncia um “habemus papam” de uma outra ala do poder da Igreja, talvez com uma visão diferente da que a tem governado desde João Paulo I, uma liderança que dialogue de forma mais aberta.

Fatalmente, algumas coisas precisam ser pontuadas: nunca se viu tantas denúncias de escândalos sexuais envolvendo sacerdotes quanto nessa época do conclave. Infelizmente não há o que explique porque possíveis candidatos, ou pelo menos, eleitores, estão sendo obrigados a renunciar, poucos dias antes do início do conclave. Ninguém precisa dizer que existe uma enorme disputa de poder acontecendo por trás do panos, o que nos consola por perceber que lá é como cá: mesmo nas instituições “sagradas” são os homens que dão as cartas.

Nunca se viu um papa tão pouco carismático como o emérito Bento XVI. Pra quem era a promessa de transição entre o extremo oposto, João Paulo II, tão querido, amado, venerado por todo o povo, ao ponto de contar com a simpatia inclusive de não católicos, Bento sai de cena, com aplausos, deixando a sensação de quem faz um favor e já vai tarde.
Sobre os “papáveis”, o nosso candidato brasileiro é gorduchinho, não fala inglês, é bem simples e parece gostar de vinho. Vamos esperar que o novo papa não seja o Anticristo. Vamos esperar que não seja também outro “bicho papão”.

Voltando à sua vizinha “apocalíptica”, sentimos desapontá-la, mas temos a impressão de que, ainda não é o fim do mundo. No seu lugar, daríamos uma sugestão pra ela procurar terapia, pra entender um pouco porque desse desejo oculto de que o mundo acabe!

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O café nosso de cada dia, dá-nos hoje!

Respeitável público, sejam todos muito bem vindos ao nosso café! Aqui cada um pega o que quer, lê o que quer e entre nós que formamos esse time da cozinha, não chega a ser diferente: cada um escreve quando quer. Por isso eu estou hoje falando minhas “abobrinhas”, me apresentando mais uma vez. Obrigado a quem lê pela oportunidade que me dão de ser bobo, de novo!

Bom, não me sentindo na obrigação, mas já que todo mundo me pergunta: “Por que não tem nenhum post seu no blog ainda se você que teve essa ideia?”, e sabendo que tem pelo menos, mais dois textos meus aqui (se você olhar com atenção, você encontra aí, nas colunas!) eu vou me apresentar, dizendo um pouco do que vou fazer aqui.

Devido à minha formação em Teologia e o ofício que exerço hoje, eu poderia ou deveria, moralmente falando, escrever sobre religião, sobre teologia, essas coisas. Seria o politicamente correto. Mas eu já desisti de ser politicamente correto e detesto coisas feitas por obrigação. Se tem um negócio que dá prazer pra gente é fazer o que gosta. Eu amo tudo que eu faço hoje, mas sinceramente, prefiro me dar a liberdade de deixar o trabalho como um prazer só meu! Desculpe o egoísmo!

Por isso vou me dar o direito de escrever sobre o que me der na telha aqui, exatamente como combinei com os outros colunistas. A questão é que eles escolheram sobre temas específicos e eu escolhi sobre o que eu quiser em cada dia. Esse será meu espaço de “catarse”, de falar sobre o que estiver na crista da onda ou sobre alguma coisa mais antiga que essa gíria que eu acabei de usar aí (“na crista da onda”…de repente me senti saído de um gibi dos anos 70, credo!). Enfim, vou me sentir à vontade como já estou pra falar de qualquer banalidade que me interesse, pra criticar e dar opiniões sérias quando o momento exigir, pra brincar, protestar, rir, chorar e todas essas coisas tão presentes na vida de todos nós.

Com isso, só venho repetir: a única coisa que me proponho a fazer aqui e proponho a você que faça comigo é viver! Viver um pouco no papel, viver um pouco compartilhado! Sejam todos bem vindos à nossa viagem! Sirvam-se comigo desse café de amizade, conversa, conteúdo e informação!