“O cinema é um modo divino de contar a vida.”

Eu ia falar sobre um assunto sério hoje, mas os Cafés dessa semana já foram bem densos, então vou aproveitar que meu dia de servir Café mudou para sexta-feira e vou falar de diversão. Mais especificamente da sétima arte, o bom e velho cinema! Bom, nunca na história desse país eu fui tanta vezes ao cinema como em 2013. Tenho quase certeza que se eu somar o número de vezes que até então eu tinha ido ao cinema em toda a minha vida esse número será inferior as vezes que fui ao cinema ano passado. Fui ao cinema com os mais diferentes amigos, assisti os mais diversos gêneros de filmes, da comédia, a aventura. Em 3D ou ainda em 4D (Valeu pela oportunidade Follis!) ou ainda duas seções seguidas (Valeu Jhonatan!).

Contudo você deve estar se perguntando porque a Flávia não frequentava muito o cinema durante toda a sua vida, e a resposta é muito simples, não havia cinema na cidade que eu morava, Itapecerica da Serra, mas que por essas ironias da vida um ano e meio depois que me mudei de lá um Shopping foi inaugurado na frente á Igreja que eu frequentava, na mesma avenida que eu morava, com algumas salas de cinema. Será perseguição?rs

O que quero trazer a tona com esse Café de hoje é a importância do acesso à cultura, que todos nós brasileiras e brasileiros, dos quatro quantos desse país devemos ter. Temos que lutar tanto pela amplitude do acesso quanto pelo preço mais acessível a todos, eu particularmente considero o preço do ingresso do cinema muito caro, e a pipoca então nem se fala, dá pra comprar metade de um milharal!

Com todas as criticas que podemos fazer a indústria cinematográfica, ela tem sua relevância cultural, afinal tem muito filme bom por aí, que traz a tona um monte de reflexões, tem muito filme brasileiro de qualidade, que mostram faces da nossa cultura que nós muitas vezes não conhecemos. E como diria Gilberto Gil: “Deus e o Diabo
/Vidas Secas, Os Fuzis/ Os Cafajestes, O Padre e a Moça, A Grande Feira, / O Desafio
/Outras conversas, outras conversas / Sobre os jeitos do Brasil/ Outras conversas sobre os jeitos do Brasil.” Afinal de contas a “arte imita a vida e a vida imita a arte”.

Ainda há outra experiência que ilustra bem essa questão do acesso ao cinema, trabalhei durante oito anos nos CEUs (Centro Educacionais Unificados) da Prefeitura de São Paulo, eu trabalhava no Centro de Educação Infantil (CEI), a proposta inicial dos CEUs era justamente mesclar educação e acesso cultural. E isso era muito legal, mas muito legal mesmo, pois com certa periodicidade eu podia levar meus alunos de dois, três anos para a sala de cinema do CEU, e ver aqueles olhinhos brilhando diante da tela grande não tinha preço. Eu sempre achava o máximo essa experiência que eu podia proporcionar para eles.

E é justamente por causa dessas minhas experiências em relação ao cinema que meu Café de hoje levanta essa bandeira da luta pelo acesso a cultura cinematográfica. Faço dos versos da música dos Titãs meu grito: “A gente não quer só comida /A gente quer comida / Diversão e arte.” E na minha paráfrase: “A gente não que só comida, a gente quer cinema e muita diversão!” E como diria a frase título do meu Café de hoje, dita por Federico Fellini: “O cinema é um modo divino de contar a vida.”

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E quando o repórter se torna um fã?

Flyer da próxima ação Motirõ em Movimento que ocorre em 04/05/13 na Praça do Carmo/Santo André - Arte: Danilo Roots

Pessoal, começo este post me desculpando, pois sei que mal entrei aqui e logo sumi. Eu sei. Estivemos atrás de algumas novidades para o blog + vida pessoal e isso toma muito tempo! MAS ESTOU AQUI NAÇÃO TUPINIQUIM.
E o que eu trouxe para vocês?? Dois cubos de açúcar? Errado! Quem realmente gosta de café tem que tomá-lo “forte”. Mas, como prometido, trouxe o que vivenciei nos meus últimos dias de sanidade.

O que vocês lerão a seguir foi, inicialmente, uma reportagem que produzi para o site de notícias local da universidade onde estudo. Contudo, o conteúdo é tão rico, tão rico, que sem dúvidas merecia seguir espalhando sua palavra. Eu ouvi muito sobre esse tipo de experiência com jornalistas, e sou grato por ter acontecido comigo… Maior do que a correria para realizar a matéria foi a satisfação de conhecer o trabalho desses caras. Vocês também desejarão poder curtir 3x no botão do Facebook. Por isso estou aqui e incentivo a propagação desse ideal por todo o país.

Esse é o Coletivo Nasa! Você tem muito a dizer? Eles querem ser ouvidos! Não entendeu? Então chega de perguntas e aproveite as próximas linhas da matéria que reproduzo aqui também. Integre-se a essa cultura:

O encontro de artistas, músicos, produtores, acima de tudo, cidadãos de Santo André, deu início ao Coletivo Nasa, uma organização criada para promover ações socioculturais para a melhoria do município. Desde 2011, o grupo leva conhecimento e debate questões políticas através da arte em workshops, oficinas, eventos, entre outros.

O nome Nasa provém da sigla de Núcleo de Ações Socioculturais Ativista. “O Coletivo surgiu em um período difícil para a cidade (Santo André) em que a administração jogou a cultura e muitas outras coisas de lado. Por conta disso, nos juntamos para saber o que poderiamos fazer já que não tínhamos respaldo algum da prefeitura.”, conta Ney Braga, 31 anos, um dos idealizadores do projeto.

As reuniões para decisão e planejamento das ações ocorrem na casa do próprio Ney. Já a divulgação dos eventos é feita pela internet. Além dos trabalhos com o Coletivo, Ney Braga também é conferente de mercadorias de um supermercado e dono da loja de roupas e peças de skate A Rua Shop.

Atualmente, a organização conta com três ações colaborativas fixas: Motirõ em Movimento, que envolve atrações musicais, artes visuais, exposições, moda, artesanato e sustentabilidade, o Quarta em Movie, com exibição de filmes de produção independente, e o Art’inerante, que promove oficinas e workshops com arte-educadores sobre música, capoeira, fotografia, tecnologia e mercado de trabalho.

Esses movimentos são abertos ao público e valorizam a arte independente, estimulam as trocas de conhecimento entre jovens e a discussão de problemas da região. Um dos principais objetivos do Coletivo é pautar governantes e administradores do município para que assumam seu compromisso com a sociedade e amadureçam políticas que melhorem a qualidade de vida da população e não atendam a um interesse político-comercial.

Além disso, ações esporádicas de medidas preventivas socioeducativas são desenvolvidas geralmente em parceria com o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente, atuando fortemente nas áreas de maior vulnerabilidade da população.

A maioria dos trabalhos realizados pelo grupo são de forma colaborativa ou o investimento é feito por eles mesmos. “Estamos passando por um processo de institucionalizar o Coletivo, virando uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). Com isso, podemos participar de editais e ir atrás de recursos de empresas particulares. É um caminho que estamos seguindo para dar continuidade nos trabalhos e remunerar membros e colaboradores pelos trabalhos prestados.”, explica Ney.

Mesmo novo, o projeto dá indícios de que vai longe. Recentemente, a prefeitura de Santo André fez uma parceria com o Coletivo Nasa para a aplicação de workshops de grafitagem para jovens da comunidade de Paranapiacaba.

Grupo ensina grafitagem a jovens em parceria com a Prefeitura - Foto: Ailtom Castro

Grafite, música, cinema, fotografia, skate, dança de rua não são apenas atrativos para que jovens discutam sobre questões polítcas. Segundo a socióloga, filósofa e educadora há 32 anos, Maria do Amparo, “através da arte, o ser humano se expressa, desenvolve sua opinião e percepção de mundo. Ainda mais com a chamada arte de rua, um jovem se aproxima da realidade em que está inserido, fica muito mais humanizado e isso estimula o senso crítico.”

A atitude cidadã é outro ponto essencial para a organização. Eventualmente, o grupo realiza arrecadação de fundos para movimentos urgentes de caráter humanitário e captação de assinaturas para causas de interesse público.

Para participar do Coletivo Nasa, basta entrar em contato e apresentar seu trabalho pelo e-mail coletivonasa@gmail.com ou acompanhar a divulgação das datas dos eventos pela página ColetivoNasa no site Facebook.

 

Bom, espero que tenham ficado tão surpresos com essa matéria como eu fiquei. Quem gostou e puder curtir o post original  aqui <a href=”http://www.metodista.br/rronline/noticias/entretenimento/2013/04/ativistas-promovem-acoes-socioculturais-para-melhorias-em-santo-andre” title=”aqui” target=”_blank”></a> vai ganhar um tablet que recebemos e não pudemos comercializar… Mentira.

E se liguem! Pessoal de Santo André, ABC ou região tem um encontro marcado na próxima ação Motirõ em Movimento que ocorre em 04/05/13, durante todo o dia na Praça do Carmo, em Santo André/SP.

De cinema, medicina, futebol e religião, todo mundo entende aqui!

No começo dos anos 30, o surgimento do cinema falado leva o grande Noel Rosa a compor o inspirado “Não tem tradução” (“O cinema falado é o grande culpado da transformação…”), falando do novo meio de comunicação. Lá pelos EUA, também esse grande marco inspirou belíssimas canções de jazz, por exemplo, “You oughta be in pictures”, usada por Woody Allen em seu filme “Celebrity”.

Não é o meu assunto preferido e teremos outras pessoas responsáveis por esse tema por aqui, mas o cinema é uma das indústrias que movimentam milhões de dólares no mundo e eu não deixaria passar na semana em que nos surpreendemos com o Oscar, aquela estatuetazinha de bronze que leva às lágrimas, aos tombos e a tantas outras emoções, os seus vencedores e concorrentes!

Fato é que, estava eu,  mais faceiro que mosca em tampa de xarope, relaxando ao sofá, no domingo à noite, quando resolvi ligar a tv depois de acompanhar pelo twitter o enorme “frissom” que esta bendita estátua estava causando. Pois bem, primeira  conclusão a que cheguei, de imediato, é que preciso contratar uma boa tv a cabo pro próximo ano, no máximo! Aqueles comerciais inexistentes, os cortes metodológicos que a tv aberta inseriram na programação e o mais triste: os comentários de uma senhora cheinha que chamou nosso fanho José Wilker de José Milker lá pelas tantas, foram outros bons motivos que encontrei pra isso!

No fim, valeu à pena assistir algumas partes do show, como as apresentações de Miss Adele (que se pronuncia Adelllllll, assim, com um monte de L mesmo!) num vestido que me lembrou o Universo;  o perfeito e apaixonante canalha Jack Nicholson; dona Meryl Streep e a diva esticada, cantando horrores, Barbra Streisand!

Sobre os filmes ? Sabe que com tantas coisas interessantes pra ver, como essas mencionadas, eu mal prestei atenção nos vencedores da noite ? Só sei que, a despeito da minha preguiça de ficar estatelado em frente a uma tela por duas horas, alguns filmes ganharam meu interesse. Não que isso seja lá grandes coisas, afinal, filmes bons merecem espectadores mais interessados. Mas, um dia, se as circunstâncias forem favoráveis, eu acabo por assistir “Os miseráveis”, por conta das músicas lindas; “Linconl”, pela atuação de Sally Field e, com toda certeza, Helen Hunt em “The Sessions”, que me desculpem os demais, me parece o mais interessante, no que diz respeito à trama, enredo, ou seja, filme mesmo.

Se animar muito, faço um café e vejo esses filmes!