Esse é um tempo de festa!

Em janeiro de 2013 fui surpreendida com um convite de um amigo. Ele queria fazer algo diferente para se distrair e teve a maravilhosa ideia de montar um blog. Mas ele não queria um blog só para ele, ele pensou numa coisa maior, um blog com amigos e amigas das mais diversas áreas de conhecimento para “falar” dos mais diferentes assuntos como se estivessem numa conversa na mesa de Café. Quando li aquele e-mail, topei a ideia sem hesitar. Depois de ter aceitado o convite foi que me lembrei que meses antes tinha recusado um convite para escrever num outro blog, pois estaria super atarefada com as pesquisas finais da minha distração de mestrado. Pensei em voltar atrás desse segundo convite, contudo a ideia era tão legal, a temática toda criada em cima da mesa do Café e do horário que ele deveria ser servido, ás cinquepoca, foram atraentes demais, me rendi e permaneci com a ideia de ajudar nessa empreitada.
E no dia 27 de fevereiro de 2013 lá estavam no ar os textos de apresentação dos e das colunistas. A partir daquele dia o Blog Café das Cinquepoca tornou-se uma realidade (Cabe aqui em agradecimento especial ao Pedro Alves e a Georgina Gomes que muito nos ajudaram com a aparência do blog). Nós nunca nos preocupamos com o número de pessoas que estaria sentado conosco na nossa Mesa, tanto em termos de colunistas, quanto em termos de leitores e leitoras, o nosso lance era escrever nossos textos, nossas ideias, de uma certa forma imortalizar na rede nossas impressões sobre o mundo, sobre a vida, e assim tornar a nossa vida e a vida dos outros melhor e mais divertida.
Certamente um ano depois nós não temos a dimensão da amplitude que nossos Cafés atingiram. Mas ficamos muito felizes toda a vez que recebemos comentários no próprio Blog, ou em nossas mídias sociais, ou ainda até mesmo pessoalmente sobre pessoas que tem sentado á mesa conosco. Uma coisa eu tenho absoluta certeza, faço isso com muita paixão, com muito prazer, costumo dizer que se eu não estiver sentindo alegria, prazer e diversão no que eu faço eu simplesmente deixo de fazer. Logo, se estou nessa Mesa há um ano é possível perceber o quanto isso é significativo pra mim.
Fui escalada a priori para falar de História, esse é a minha área, mas nesse um ano servido Cafés outras demandas mais emocionadas, e de várias outras ordens viraram temas dos meus textos, que sempre refletem muito do que estou sentindo naquela semana. Espero em 2014 cotar mais Histórias boas do que ruins. Mas vamos que vamos.
Vou encerrar esse meu Café de celebração celebrando a vida do dono da Mesa Kadu Araújo Mattos, sou muita grata mesmo pela oportunidade de fazer parte dessa mesa, mas grata ainda de ser a única mulher, essa Mesa é mais charmosa graças a minha sensibilidade feminina (humildade é a minha maior qualidade inclusive! rs). Celebro também a vida de cada leitor e cada leitora que dedicam uns minutos do seu dia para sentar à mesa conosco. Obrigadão!! E bora celebrar esse aniversário com um delicioso Café!

Sobre consumismo e gratidão…

Reclamações, é isso que todos nós fazemos desde a hora em que acordamos até a hora em que vamos dormir. Reclamamos no café da manhã, no almoço e no jantar. Reclamamos do governo, do clima, da pobreza, do cabelo, da cor da casa do vizinho… Nunca estamos contentes com nada.

O sistema capitalista nos faz acreditar através do consumismo, que somos inferiores em todo o tempo e em todos os sentidos. Com suas propagandas, sempre muito bem produzidas, somos sempre convencidos a acreditar que não somos nada, e que só seremos alguém quando tivermos um determinado produto. Eles produzem necessidade e desejos que na maioria da vezes não existem.
Mas não adianta querer demonstrar resistência ao consumismo, só o fato de que eu e você estamos agora nesse exato momento em frente a um computador, ou a qualquer outra dessas tecnologias, que nos colocam em contato com a internet demonstram que somos consumidores. Para fugir e resistir ao máximo ao sistema só sendo um eremita, e olha lá ainda. Durante um tempo na minha vida tentei ideologicamente resistir a algumas coisas, foi em vão, no final não consegui! rs

Mas o que eu queria chamar atenção nesse texto não é sobre o consumismo exacerbado e sim a falta de gratidão que temos em nossos corações. Almejamos o que não temos e perdemos ótimas oportunidades de sermos gratas e gratos pelo o que temos. O convite que quero fazer nesse mesa de café de hoje é que sejamos sempre pessoas agradecidas pelo que temos, pela vida, pelas belezas que nos rodeiam, por uma árvore em nosso caminho, pelo colchão duro que embalou nosso sono, pela xícara de café fraco servida na casa de um parente, pelo tênis com um buraco na sola, pelo por do sol que podemos contemplar na praia, pela água fria da cachoeira, pela discussão em família, enfim por tudo, absolutamente tudo o que temos.

Eu como cristã metodista agradeço à Deus pelas coisas que Ele me deu, na certeza de que tudo vem dEle, contudo se você que está lendo o meu texto faz parte de outra religião, ou ainda é um sem religião, faço-lhe este convite: seja sempre grato pelo que tem, seja grato a quem for. O importante, e certamente o que vamos levar dessa vida, é a satisfação que podemos ter com o que temos.
Assim não há outra maneira de terminar esse texto que não seja com a frase:

Obrigada, obrigada Senhor!!