“Falam demais, sem ter nada a dizer.”

Uns dos maiores historiadores do século XX e início do século XXI, Eric Hobsbawm, escreveu num dos seus livros que: “ Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem. Por isso os historiadores, cujo ofício é lembrar o que os outros esqueceram, tornam-se mais importantes que nunca no fim do segundo milênio.” Essa frase traz à tona muitos aspectos bem interessantes de observarmos em nossos dias. Entretanto, no Café de hoje vou me fixar apenas em um: a relação informação versus conhecimento; pois, nunca na história mundial foi possível contar tantas histórias, nunca foi possível divulgá-las e propagá-las de forma tão ágil e com tamanha extensão. Qualquer pessoa pode acessar uma de suas muitas mídias sociais e contar um breve acontecimento corriqueiro de seu cotidiano ou traçar uma linha pela história sobre algo mais marcante.
Contudo, essas mesmas pessoas muitas vezes tem uma dificuldade ímpar de conseguir perceber que a grande História da humanidade explica muita coisa, e que certamente seus comentários sobre absolutamente tudo seriam muito melhores embasados com mais leituras sobre história, vida, sociedade, ciências, economia, política,etc, etc e etc.
Quando leio coisas nas mídias sociais a fora, chego a conclusão de que deveria existir um campo antes de clicarmos a opção enviar publicação, numa mídia social, como o Facebook, por exemplo, onde deveria aparacer uma mensagem com perguntas assim: “Tem certeza do que está escrevendo?,” “Consultou algum livro?” “Algum especialista no assunto?” “Fez um trabalho de campo?” “Apurou a informação?” “Entendeu a notícia?”. Tenho certeza que se essa opção existisse a minha e a sua timeline seriam bem menos poluídas, não haveria tanta informação sem formação, sem conhecimento, sem reflexão.
Não estou aqui, com meu Café de hoje fazendo nenhuma apologia à censura, muito pelo contrário, as pessoas devem ter liberdade de expressão, contudo baseadas em reflexões e conhecimentos, buscadas especialmente muito além do que os olhos podem ver.

“Descobrimento”

Em 22 de abril de 1500 o herói português Pedro Álvares Cabral, numa viagem de meses além mar, pensando ter encontrado um novo caminho para a Índia, chega sem querer numa nova terra, num novo mundo. Treze caravelas desembarcam nesse novo mundo, e se deparam com os nativos do lugar, todos nus. Teriam morrido e chegado ao Paraíso? Ou apenas chegaram numa parte da Índia que ainda não conheciam? Para celebrar, quatro dias depois realizam nessa nova terra a primeira missa, para santificar de vez o lugar. Que história bonita, que linda e eventual descoberta….
É claro que como uma historiadora pós-moderna, quase com os dois pés fincados em ideologias mais à esquerda você nunca vai me ouvir contanto a história do Brasil assim, a menos que seja para brincar e ironizar. O fato é que  não teve nada de casual na viagem de Cabral. Ele sabia muito bem que estava a caminho de outra porção de terra além do continente europeu e do oriente que eles já conheciam. E temos vários historiadores que, baseados em documentos e cruzamento de dados já fizeram longos estudos sobre isso. E hoje nas escolas nem contamos a história com esse heroísmo todo (ou não deveríamos contar). Contudo o termo, a palavra “descobrimento” ainda me incomoda demais, e essa palavra continua sendo usada e muito.
Quando vou falar para meus alunos sobre isso tento sempre frisar que  “descobrimento” é usado apenas porque contamos a história a partir do eurocentrismo, ou seja, a Europa é o centro da história ocidental, logo, para a Europa foi uma “descoberta” essas terras além do mundo velho. Entretanto, o mais acertado nesse caso seria dizer que os portugueses chegaram em novas terras, que desde a pré-história eram habitadas por variados povos e tribos, fizeram daqui sua colônia e resolveram dar um nome a esse lugar. Em termos mais práticos, roubaram desses povos suas terras, seus costumes, sua vida simples, não o fizeram de forma tão violenta é verdade, foram conquistando seu espaço na base de muita ideologia e sufocaram as histórias desses povos nativos.
Hoje, 515 anos depois, tenta-se muito valorizar a história indígena e estudar a pré-história brasileira, mas na prática estamos muito longe, mas muito longe mesmo de quebrar o heroísmo do vilão português, e de fato valorizarmos os verdadeiros donos desse lugar. Por isso, cabe a mim e a você que está comigo nessa mesa refletir sobre isso e recontar cada dia mais essa história do jeito que ela deve ser contada, sem heroísmo português e sempre com um pedido de desculpas aos índios por tantos séculos de injustiças com sua história. Por tantos anos dizendo que esses povos são amaldiçoados e responsáveis pelo atraso dessa nação. Passou da hora de valorizar que de fato deve ser valorizado.
Assim, termino meu Café desse 22 de abril, com um brinde aos indígenas brasileiros, esses sim os verdadeiros descobridores dessa porção de terra além mar.

Eu, a greve e a ideologia

A greve é um direito adquirido e constitucional garantido a todos os trabalhadores. É assim desde muito tempo na História, podemos até dizer que as rebeliões camponeses do finalzinho da Idade Média já poderiam ser consideradas um tipo de greve. Mas elas tomam corpo mesmo depois da Revolução Industrial, com as revindicações de melhorias de trabalho nas industrias. É assim em várias partes do mundo até os dias de hoje. Muitos dos direitos e melhorias de trabalho que temos hoje foram conseguidos á partir da vida de pessoas comuns como eu e você que viveram antes de nós.

A essa altura do texto você deve estar se perguntando mas por que a Flávia está falando de greve no Café de hoje? Talvez poucos de vocês saibam, principalmente porque a imprensa não tem falado quase nada sobre isso mas nós Professoras e Professores da Rede Estadual do Estado de São Paulo estamos de greve desde o último dia 16 de março, hoje somos quase 60% do quadro total de docentes parados.
Para uma historiadora que vira e mexe fala aqui, fala para seus alunos e fala pelas mesas de Café por onde passa que é preciso transformar o mundo, mesmo que seja o pequeno mundo que estamos inseridos é claro que eu não poderia ser hipócrita e teria que aderir ao movimento. Já nos tempos que trabalhei como professora de educação infantil da cidade de São Paulo toda vez que ocorreram paralisações eu aderi ao movimento. Contudo, este ano resolvi ir um pouco além, e saí em algumas escolas da região onde trabalho junto com o Comando de Greve chamar outros companheiros para a luta, além de fazer panfletagem entre os alunos e claro participar da assembleia que caminhou da Avenida Paulista até a Praça da República na última sexta-feira. O interessante de quando você sai para ações assim é que você pode ouvir histórias, as pessoas deixam de ser números e passam a ser pessoas com suas histórias particulares.
Ouvi pessoas com os mais diferentes casos que não poderiam aderir ao movimento, desde aquelas marcadas por formas negativas por movimentos anteriores, até outras que contavam nos dedos os dias para pedir sua aposentadoria. Me vi pensando também em minha própria situação de querer lutar para uma educação de qualidade, de levar ao extremo minha ideologia revolucionária transformadora mas esbarrei em meu bolso, nas dívidas que tenho e que me fazem poder aderir ao movimento apenas por duas semanas. Esbarrei também em alunos mal informados indignados com a greve porque consideram desnecessário a briga de seus professores por salário, aí me venho a pergunta: Por que lutar por alguém que não está nem aí para sua própria formação? Que não entendeu que a luta dos docentes ultrapassa e muito a questão salarial? Como querer que outros com situações tão pontuais e justas se juntem ao movimento? É preciso preponderam a situação.
Todavia, levantando prós e contras, eu particularmente encontrei apenas mais motivos para lutar pois o que o Governo, representado pela figura da Entidade Santa Imaculada do nosso Governador, que há anos comanda esse Estado e sequer cito seu nome para não correr o risco de ser apedrejada pelos seus fiéis seguidores, quer mesmo, ele quer que a opinião pública se volte contra nós, quer ter alunos cada vez mais emburrecidos, para poder dominar a população, que ver gente pouco esclarecida de seus direitos para poder manipular tudo de uma forma que lhe traga ainda mais benefícios.

Por pensar que a luta é muito maior que meu bolso, que as vozes contrárias, que aqueles que não podem mais lutar eu continuo a lutar, na certeza de que se pouco for transformado eu possa continuar a dizer sem o menor sentimento hipócrita que eu sou uma feitora de história dessa nação.
Assim meu convite com meu Café de hoje é, parafraseando a letra de uma antiga canção: vem entra na roda com a gente também , seja você pertencente ao grupo que for, ao Estado que for lute com a gente também, você é muito importante na luta por uma educação de qualidade para tod@s.

“Sou forasteira aqui…”

A gente nasce e cresce, passa uma boa parte da sua vida morando numa mesma cidade. Talvez seja isso que aconteça com muitas pessoas. Contudo, existem aquelas pessoas que mudam de cidades várias vezes na vida, outras mudam de país, outras mudam uma única só vez. Os êxodos rurais e urbanos, as migrações e emigrações acontecem pelas mais variadas razões. Sou uma mulher que viveu boa parte de seus 32 anos numa cidade da região metropolitana de São Paulo. Essa cidade foi construída à partir de uma aldeia indígena. Eu faço parte da linhagem de habitantes da cidade das primeiras famílias alemãs que vieram habitar o Brasil no começo do século XIX em busca de uma vida melhor. O nome da cidade Itapecerica da Serra.
Assim como eu, sua história familiar deve ser bem parecida com a minha, já que somos uma país colonizado, logo somos esse povo de misturas das mais diferentes culturas, é essa multiforme miscigenação que nos torna tão nós, tão brasileiros.
Não quero com meu Café de hoje discorrer sobre preconceito étnico-racial e sim celebrar os meus três anos morando numa cidade diferente da que cresci,(ontem, três de março completei três anos morando no Campo do São Bernardo) do meu sentimento de forasteira desde que me mudei para outra cidade da grande São Paulo. Certamente uns dos sentimentos que acompanha quem muda de cidade é a falta de pertença histórica. Eu sei de cabo a rabo a história da construção de Itapecerica da Serra até sua emancipação político administrativa, porém ainda sou incapaz de contar dois dedos de prosa sobre a construção de São Bernardo do Campo. Em compensação em três anos aqui tenho mais amigos e amigas do que os que deixei lá.

Outro aspecto interessante quando se é uma nova habitante num lugar é ser acolhida por alguém, e neste três anos aqui só posso louvar a Deus por tantas famílias que me adotaram e me fazem sentir tão cidadã São-Bernardense. Esses três anos foram bem intensos, muita coisa na minha vida mudou, minha forma de ver o mundo se ampliou, coisas das mais diversas aconteceram, coisas que sequer eu poderia ter imaginado ou sonhado. Tem sido um período que dediquei também a ajudar outros tantos forasteiros e forasteiras como eu, que moraram ou vão morar por aqui por apenas um breve período de tempo. E o que tem ficado de tudo isso é que temos que colocar a felicidade no lugar onde vivemos, claro que almejar coisas melhores deve ser sempre uma meta a se atingir, contudo é fundamental aproveitar ao máximo o que cada lugar geográfico, com sua cultura, costumes e tradições podem nos ofertar, e principalmente encontrando formas de transformar as realidades onde estamos, olhando para quem está nosso lado, com amor.
Assim o meu Café de hoje vai com gosto de gratidão aos anos vividos em Itapecerica da Serra, e a tudo que aquela cidade me possibilitou viver, e em gratidão aos tão pouco, contudo bem marcantes, anos vivendo em São Bernardo do Campo, que venham outros tantos anos aqui, ou quem sabe venham ainda outros anos morando em outras freguesias, contudo na certeza que histórias, acolhidas, forasteiros e experiências culturais nunca faltarão. E pra quem acredita no Cristianismo vivamos na esperança da habitar eternamente no Céu.

“Nós vamos sair a repartir nossa esperança…”

Estamos a 10 dias do final do primeiro semestre de 2014. Talvez o semestre não tenha sido exatamente como você planejou. Talvez ele tenha passado mais rápido que sua capacidade de poder contá-lo. Talvez o amor, a expectativa de encontrar o amor de sua vida ainda não se concretizou. Talvez o semestre na faculdade, na escola não tenha sido com as notas que você esperava. Talvez as greves, as manifestações populares não tenham alcançado o objetivo que você desejava. Talvez a Copa do Mundo no Brasil não está trazendo o avanço que você queria. Talvez a seleção que você escolheu torcer, além da brasileira, já esteja desclassificada. Talvez um ente querido tenha ido embora. Talvez a promoção no trabalho não tenha chegado, talvez sequer um trabalho você teve. Talvez, talvez, talvez…

Contudo ainda temos mais um semestre inteiro de 2014 para mudar isso ou ver o que tanto esperamos acontecer. Podemos e devemos levar em nossas bagagens para esse novo semestre histórias que foram muito boas, momentos que foram maravilhoso, o que foi além das nossas expectativas. Eu creio muito que os momentos ruins, as tristezas, as decepções fazem parte da vida, e nos servem de experiência para cada dia mais nos tornar pessoas melhores, como diria o trecho da canção do Jota Quest “ Melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo…”

E certamente a mola propulsora para vivermos dias melhores, situações melhores, um cotidiano melhor é a esperança. Que no meu caso, como boa cristã protestante metodista é baseado nos ensinamentos de Jesus, na esperança de que Ele está conosco nos ajudando a levar nossas cargas, na esperança de que um dia no porvir nossa vida será completa. Todavia se você que está sentado nessa Mesa hoje comigo firma sua esperança em outro tipo de crença continue firme em sua fé, nunca perdendo de vista a esperança, que de certa forma é uma das bases de muitas religiões. Uma vida desesperançada torna a vivência muito mais dura do que ela já é.

Assim, o convite que eu faço com meu Café de hoje é que entremos no segundo semestre repartindo nossa esperança, como sugere nosso título de hoje, que é baseado numa canção evangélica. Onde você estiver, em meio à situação que vier, faça da esperança sua companheira inseparável, leve-a consigo e distribua em todas as mesas de Café que estiver.

Quanto custa um sonho???

Quanto custa um sonho?? Bom eu poderia muito bem responder que o sonho custa centenas de milhares de páginas lidas, horas ouvindo músicas, outras tantas horas assistindo vídeos, horas a fio em frente ao computador (com sol, com chuva, derretendo de calor. rs), longas conversas com o orientador, com pilhas e pilhas de livros, LPs,CDs, DVDs, com conversas animadas ou não tão animadas assim com amigos e amigas sobre o tema pesquisado, e é claro horas intermináveis de muita pesquisa. Como não sou muito boa com exatas e tão pouco boa com números meço meu sonho através daquilo que fiz das porções de horas que investi meu tempo nos últimos 33 meses. Sim foi esse o tempo ao todo de duração do meu mestrado. Isso porque fiz uma matéria apenas para conhecer o programa de pós-graduação das Ciências da Religião, aí a paixão pela área foi grande que resolvi enfrentar o desafio de cursar mesmo o mestrado.

Esses 33 meses foram muito, mas muito intensos mesmos, minha vida mudou muito, até de cidade eu mudei, mudei de Igreja, deixei a estabilidade de um emprego público. Mudei velhos conceitos, aumentei minha fé e experimentei ainda mais a provisão de Deus dia após dia. A Flávia de hoje não é a mesma de 33 meses atrás, me sinto hoje mais madura, com mais certeza do amor e da graça de Deus, mais feliz, mais aberta a ouvir aqueles que pensam diferente de mim, mais humana. E apara aqueles que temiam tanto que o mestrado em Ciências da Religião ia abalar minha fé, saibam que ele só fez com que eu tivesse mais certeza do Deus que eu sirvo, e da salvação que Jesus pode dar.

Foram meses difíceis que a vontade de estar em outros tantos lugares foi grande, contudo senti que os amigos e amigas vieram ao meu encontro onde eu estava, e assim me senti cuidada por cada um, cada uma de vocês, pois vocês me sustentaram com tanto amor, carinho e orações. E a família também não ficou atrás, mesmo não entendendo alguns processos do mestrado apoiou o meu sonho.

Mais uma etapa vencida, mais um ciclo que se fecha, mais um sonho realizado. E no fim dessa etapa a minha palavra só pode ser de gratidão, em primeiro lugar a Jesus que me amou, e pelo Seu amor sou convidada a cada dia a fazer o mesmo. Por isso sou grata e por isso posso perceber o amor que inundou cada coração que sonhou esse sonho comigo, pois eu acredito muito que um sonho não é realizado sozinho, é sempre no coletivo, na comunhão com os outros. Sou grata aqueles e aquelas que estiverem comigo nessa empreitada até os 45 do segundo tempo, né Lucas Filipe; aqueles que me ajudam desde os tempos do TCC na graduação, né Georgina Gomes e Victor Pulcinelli; aqueles que me emprestaram material tanto dos Vencedores por Cristo, quando do Ministério de Louvor Diante do Trono, Yuri e Janaina Steinhoff, Nayane Cardoso Moraes, Marli Paupitz e Fernanda Votta. Aquele que foi o primeiro grande incentivador da ideia do mestrado, pastor acadêmico Jhonatan Candido. Aquele que é meu amigo, pastor e dono dessa Mesa Kadu Mattos; aquele que foi meu orientador o professor Leonildo Campos; aquelas que compuseram minha banca examinadora professora Magali Cunha e professora Dorotéa Kerr; Aqueles que foram meus professores durante todo o mestrado; aqueles fiéis amigos de mestrado Daniel Camuçatto, Elton Alves, Igor Marques e Rodrigo Follis. E claro Papai João, Mamãe Vera, irmã Valéria, sobrinho Anthony Renan e toda a Família Medeiros: Vó Tica, Vô Osvaldo (in memorian), Tias Rosana e Suelene, Tios Toninho e Eliel, prima Kely e primos Jônathan e Luccas.

Termino esse emocionado Café de gratidão com versos das canções dos grupos que foram meu objeto de estudo: “ Este é um tempo de festa, este é um tempo de louvor, para celebrar Aquele que primeiro nos amou…” ; “Cada instante contigo Senhor, é paz em minha alma, suave harmonia, do Seu grande amor…”

*A minha dissertação de mestrado tem por título: “ Música, igreja e juventude: Um estudo Comparativo dos Vencedores por Cristo (1970) e Ministério de Louvor Diante do Trono (anos 2000)”.

Uma história de três dias que nos ensina sobre a vida.

Vivemos numa sociedade da vitória, do vencedor, do bem sucedido, do que tem o maior poder de consumo, do forte. Contudo a sexta-feira da paixão revela um Deus que inverte essa lógica. Se faz homem, nasce numa estrebaria, não tem onde reclinar sua cabeça e morre, pior ainda morre na cruz. A morte de Jesus nos revela que a dor, o sofrimento, o luto, a saudade, a derrota são sentimentos e circunstâncias naturais da vida. Contudo existe também o sábado de Aleluia, tempo de espera, de incertezas, ansiedade, de esperança. Todavia existe também o domingo da ressurreição no qual a esperança da vida eterna se concretiza através do Jesus ressuscitado. Mesmo pra que você que se senta nessa Mesa da Café hoje comigo é não é cristão, a trajetória de Jesus pode muito lhe ensinar.

Pois a história da morte e da ressurreição de Jesus demonstra o quando nossa vida pode mudar, em apenas três dias as situações por ele vividas revelam o quanto nossa vida é frágil, e nada fácil, e que todas as situações, sejam boas ou ruins vão nos acometer. Por isso não devemos nos sentir diminuídos quando passamos por problemas, eles simplesmente acontecerão, entretanto a esperança deve sempre ser o combustível de nossa vida. E juntamente com a esperança o amor que deve sempre estar presente em nossas mentes e corações, e esse amor deve nos mover em direção ao outro, ao que está tão necessitado quanto nós. Assim podemos viver uma vida melhor, mesmo não sendo 100% vitoriosos ou vitoriosos 100% do tempo, pois a vida não foi feita para ser dessa forma. Por isso o bom mesmo é independente das circunstâncias sempre sentar a mesa de Café, ao lado de alguém, conversar sobre a vida e descobrir o melhor que cada situação pode nos ensinar.