“Falam demais, sem ter nada a dizer.”

Uns dos maiores historiadores do século XX e início do século XXI, Eric Hobsbawm, escreveu num dos seus livros que: “ Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem. Por isso os historiadores, cujo ofício é lembrar o que os outros esqueceram, tornam-se mais importantes que nunca no fim do segundo milênio.” Essa frase traz à tona muitos aspectos bem interessantes de observarmos em nossos dias. Entretanto, no Café de hoje vou me fixar apenas em um: a relação informação versus conhecimento; pois, nunca na história mundial foi possível contar tantas histórias, nunca foi possível divulgá-las e propagá-las de forma tão ágil e com tamanha extensão. Qualquer pessoa pode acessar uma de suas muitas mídias sociais e contar um breve acontecimento corriqueiro de seu cotidiano ou traçar uma linha pela história sobre algo mais marcante.
Contudo, essas mesmas pessoas muitas vezes tem uma dificuldade ímpar de conseguir perceber que a grande História da humanidade explica muita coisa, e que certamente seus comentários sobre absolutamente tudo seriam muito melhores embasados com mais leituras sobre história, vida, sociedade, ciências, economia, política,etc, etc e etc.
Quando leio coisas nas mídias sociais a fora, chego a conclusão de que deveria existir um campo antes de clicarmos a opção enviar publicação, numa mídia social, como o Facebook, por exemplo, onde deveria aparacer uma mensagem com perguntas assim: “Tem certeza do que está escrevendo?,” “Consultou algum livro?” “Algum especialista no assunto?” “Fez um trabalho de campo?” “Apurou a informação?” “Entendeu a notícia?”. Tenho certeza que se essa opção existisse a minha e a sua timeline seriam bem menos poluídas, não haveria tanta informação sem formação, sem conhecimento, sem reflexão.
Não estou aqui, com meu Café de hoje fazendo nenhuma apologia à censura, muito pelo contrário, as pessoas devem ter liberdade de expressão, contudo baseadas em reflexões e conhecimentos, buscadas especialmente muito além do que os olhos podem ver.

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Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais ?

Eu não consigo me lembrar muito bem a primeira vez que ouvir falar sobre a ditadura do Brasil, o que lembro é que quando comecei de fato a ler e aprender sobre isso na escola e em tantas outras fontes eu fiquei chocada com as atrocidades do governo militar. Eu me perguntava como um ser humano podia ser capaz de torturar outro de forma tão terrível em nome de uma “ordem” nacional. E pior, como não foi todo mundo para a rua para brigar em defesa dessas pessoas? Foi aí que comecei a encher meus pais de perguntas e eles apenas respondiam que nada sabiam sobre as torturas. Nesse momento minha ficha caiu: eu tive acesso a muito mais informações sobre o período do que quem viveu durante o próprio período.

Isso me levou a duas importantes reflexões: a primeira é que um povo sem informação, ou que recebe as informações distorcidas jamais vai lutar para que a realidade mude, logo, a escola e a mídia tem um importante papel social na divulgação da informação e do conhecimento. E a segunda reflexão era que eu tinha de parar de considerar que as pessoas que viveram no período foram todas coniventes com o Regime Militar, afinal a imagem que tais pessoas tinham era que a violência era condita, pois a polícia estava na rua e controlava a segurança, e economia do “Brasil grande” parecia de vento em popa. Além do que havia um inimigo vermelho a ser contido, o comunismo, que segundo a visão dos defensores da segurança eram pessoas que caçavam a religião e comiam criancinhas.

Desde muito tempo eu tenho dificuldade em acreditar no mundo dividido entre vencedores e inimigos, a necessidade que temos de perceber que existe um outro alguém que é meu inimigo e que precisa ser torturado, exterminado, banido de alguma forma do planeta terra. E isso era uma das principais bandeiras dos militares para justificar suas práticas, haviam inimigos do Brasil que precisavam ser paralisados, seja sendo presos, torturados, mortos ou exilados. E é claro que muita gente inocente embarcou nessa ideia e acabou apoiando tanto o golpe (que recentemente alguns historiadores tem chamado de golpe militar-empreserial-civil, pois não foram apenas os militares que comandaram a derrubada de Jango em 1964, empresários e vários setores da sociedade civil também estavam junto nessa) quanto os 21 anos de poder militar que se seguiram, pois estas pessoas mal informadas acreditaram na ideia de segurança, paz, crescimento e estabilidade nacional. Será que você e eu que estamos na faixa etária abaixo dos 30 anos não compraríamos esse ideia também? Afinal quantas e quantas vezes nos dias de hoje não compramos ideias, discursos e ideologias que promovem algum tipo de tortura, injustiça social, e deixamos de promover o amor e a justiça.

Enquanto houverem crianças espancadas por seus pais, mulheres violentadas por seus maridos, estrangeiros vivendo como escravos, pobres indo para cadeia por sua condição social, negros sendo discriminados pela cor de sua pele, índios queimados em praça pública, manifestante apanhando da polícia, estaremos ainda anos luz de viver de fato numa democracia de direito. E mais longe ainda de dizer que a as torturas e a violência ficaram para trás. Infelizmente esse requinte de crueldade de outrora dos poderes militares ainda está no meio de nós, e hoje é realizada também por diversos setores. Mas enquanto existirem pessoas em Mesas do Café, ou em qualquer outro espaço refletindo e trabalhando por mudanças, ainda há de haver esperança!

Facilidades: vendemos nossa alma por preguiça

Todas as facilidades.
Não seria essa a grande “ilha” da nossa atual sociedade?
Um grande conforto oferecido, uma maior praticidade em tudo. Todo o marketing em cima de produtos que são mais eficazes, mais simples, mais rápidos, e tudo levando uma “facilidade” para a vida de várias pessoas.

Trocamos a nossa alma pelo que surge no mercado.
A tecnologia toda busca uma maior integração entre os próprios produtos: tv liga ao note, ao videogame, uma conta apenas para tudo.
E o que você ganha? Facilidade.
E o que ganham? Também a facilidade.

Mostramos muito do que somos, do que queremos, do que fazemos para todos.
Você tira uma foto, bota pra várias pessoas, essas pessoas podem mostrar a outras, e em um mecanismo de “rede” todos conseguem ter uma grande facilidade: a de olhar a vida do outro.

Você deixou de ser a essência e um enigma, e virou um enigma das imagens que você quer mostrar que é.
Estamos imersos em uma sociedade em que estamos sempre sendo vigiados, observados. Estamos em carnaval profundo e prolongado.
Sem apontar o dedo para A ou B, mas como fenômeno global.

Hoje temos a possibilidade de comprar sem sair de casa, mas ao mesmo tempo, temos a dificuldade de lidar com a quantidade de exposição que acabamos oferecendo. Somos vistos e observados, e como uma grande “paranoia” coletiva, vivemos em uma sociedade nua.

Podem me controlar sem precisar muito. Podem ter muito de mim, sem que eu necessariamente, seja coagido.

Somos grandes pinturas no vidro, em meio de um tiroteio. Não somos tão complicados para quem não quer que sejamos, não é?

Se desde que nos deram números (cpf) nos tornamos não mais pessoas, mas um número que consta nos arquivos, quando fomos digitalizados, nos tornamos 0 ou 1 de informações.

Já pararam pra pensar em como que há sites que possuem nossas informações, e o quanto é perigoso que caiam no esquecimento?
Qualquer site antigo, pode oferecer vender as informações contidas ali (mesmo que possa haver problemas legais).
E o que até mesmo a sua avó, sem ser cibernética, já te dizia era que “saber é poder”. Deixamos que eles saibam… porque trocamos por facilidades.

Nossa sociedade vendeu a alma por uma cama mais confortável.

Das séries as telenovelas: o entretenimento, o lúdico, e a construção do EU (self)

“Dê a seu filho três pacotes de biscoito recheado, uma garrafa de coca-cola, ligue a televisão e terá uma baba não física, sem vínculos empregatícios, e totalmente eficiente!”.
Por mais que absurda e de total displicência parental, tal medida não causa estranheza, e por mais que seus efeitos a longo prazo possam ser completamente caóticos e sem volta, não duvidamos que sua eficácia em desviar a atenção de uma criança (adultos, idosos…) é enorme.
Como pensar nos séculos XX e XXI sem levar em consideração o papel da mídia na construção de cultura, de hábitos, comportamentos e, até mesmo (pasmem) na identidade e personalidade das pessoas? Impossível!
O processo de industrialização, a revolução Francesa e a protestante são marcos burgueses que modificaram toda a forma de organização social, dos processos de produção e venda, e toda a dinâmica de como se viver.
O processo de urbanização, as formas de produção e a divisão do trabalho, marcam significativamente o modo de vida. Habemus a sociedade de massa, e o processo de atomização do sujeito (ser mais um).
Enquanto as organizações crescem, as tecnologias são utilizadas no dia a dia das sociedades, começamos a ter uma nova ideia de tempo e espaço: o trem, os fusos, telegrafo, rádio, TV.
Presenciamos o capital que rompe as barreiras nacionais, e observamos o fenômeno da globalização.
Começamos a saber o que acontece no Japão, estando aqui no Brasil.
A mídia, que tem em seu próprio nome seu conceito – meio, mediar, mediação – se encarrega de um propósito de comunicar os eventos. Em sua origem a mídia estaria colocada como um “quarto poder”, aquele que faria a “ponte” entre os três poderes e a comunidade, o povo, os civis.
A questão da mídia como quarto poder chega a um grande impasse, quando nos damos conta de que essa instituição só cabe em duas possibilidades: ser do Estado ou ser Privada.
Em ambas há o conflito com a sua ideologia “de berço”: a imparcialidade.
Como ser imparcial se a instituição for do Estado, e como ser imparcial se há uma ideologia dos que são donos do meio (além da questão da necessidade de lucro para sua continuidade)?
A ideia de cultura de massa, estaria relacionada à ideia daquilo que é produzido e pensado, a partir do que é fornecido por meios de comunicação e por outras formas produtoras de cultura. Essa ideia é repudiada pela escola de Frankfurt que adota o nome de “indústria cultural”, uma vez que os meios produzem produtos passíveis de alteração em benefício do lucro – aquele previsto no pensamento de quem é dono de alguma organização.
Ou seja, será que o que circula como cultura é genuíno? Para os alemães não!
A televisão ocupa um papel muito forte na vida das pessoas: ela constrói, ou ajuda a construir a maneira como as pessoas são ou serão.
Toda a mudança social gerada pelos fatores já expostos, nessa período antes da pós-modernidade, alterou em muito as instituições que modelam e influem na construção pessoal. Antes tínhamos a Igreja, a família, as forças armadas como grandes engrenagens da formação do EU. Essas instituições entram em declínio, e dão espaço para outras formas. De certa forma, há uma descentralização na forma de identidade, que vai se tornando tão múltipla de possibilidades e menos duradoura, que passa a ser uma forma mais de identificação.
Hoje é possível saber como é a cultura japonesa sem ter ido lá. É possível querer ser um ermitão, ou viver dentro da cultura celta sendo brasileiro. E ainda mais, é mais próxima a possibilidade de construir uma vida em outro país de uma forma diferente à da época da colonização.
E aí a TV entra com um papel gigantesco na parte das opiniões, da informação (dita imparcial), e dos programas de entretenimento.
O entretenimento e a dramatização, que tanto povoam os canais televisivos, são aspectos que sempre estiveram nas civilizações e em todas culturas: é o lúdico, é o fantasioso, é o aprender ainda que numa esfera de algo que não existe. Bem… todos nós utilizamos o lúdico para nos desenvolver, principalmente quando mais novos, e vamos continuando com isso durante toda a vida.
O cinema traz muito a questão da dramatização e do entretenimento. Temos na televisão tanto os filmes, como as séries ou seriados, e as telenovelas.
As telenovelas são presentes em praticamente o mundo todo, mas nada se compara com seu fenômeno na América Latina.
As telenovelas surgiram em Cuba, e seu nome vem da junção de tele (televisão) e novela referente ao tipo de estrutura textual.
As novelas escritas diferem bastante da estrutura das novelas televisivas, uma vez que não possuem uma história principal com poucos aspectos fora desse pequeno emaranhado de vivencias. As telenovelas estariam mais próximas do romance. Mas então por que seriam chamadas de novela? Pelo aspecto periódico que era encontrado nas novelas que eram vendidas em bancas: toda semana, todo dia, todo mês, toda quinta feira.
Do que seriam compostas? De recortes da realidade, que dariam ao telespectador a facilidade de imaginar que essa história poderia ser real, ou acontecendo em algum lugar agora, ou que já aconteceu em outra época.
O que há de tão interessante nas novelas com relação ao que já foi falado, sobre como a mídia é produtora de cultura? Aí que está: o entretenimento é uma fonte para a construção do eu; e o que há de mais interessante, normalmente quem está ali assistindo não se dá conta disso.
O entretenimento ocupa um espaço do momento em que se há pouca defesa com relação ao conteúdo proposto. Ou seja, você abaixa suas defesas por ser uma tarefa que está no campo da diversão, distração.
Muitos conteúdos apresentados são absorvidos e tidos como verdadeiros, ou que provavelmente seriam assim em todos os lugares.
Telenovelas não tem, em si, a obrigação de retratar a realidade de forma fiel, fidedigna. Uma novela se enquadra em um recorte generalizado e estereotipado de algum fragmento ou contexto social, sendo uma dramatização, e ocupando um espaço relativo ao entretenimento.
Ele precisa ser real no aspecto de conseguir buscar com que quem a assista consiga interagir como se fosse possível estar lá ou que fosse alguma parte de seu dia-a-dia.
O caráter de fonte fiel, é muitas vezes, subentendido por quem assiste por haver um padrão tão alto de identificação (sim ali já cenas que existem ou que podem ser reconhecidas por qualquer pessoa) que a pessoa admite que seu conteúdo é por obrigação totalmente verdadeiro. Além disso, por ser um programa de pouco mais de uma hora, e com uma duração total de meses, ela não consegue (e não há necessidade) de retratar a realidade exatamente como é, e nesse passo, o pequeno recorte, normalmente, acaba servindo de referencial para compreensão do mundo, transformando o conteúdo presente nessas séries fictícias em verdades absolutas.
As classes se veem ali e ao mesmo tempo que confirmam o que pensam sobre a sua própria, também confirmam o que acham das outras.
Ou seja, você chega em casa e não quer pensar em seus problemas, quer apenas se divertir! Não quer estudar, não quer pensar sobre nada! Mas aí que se encontra a chave da questão: quando você vê alguma coisa da TV, até mesmo entretenimento, você adota uma relação de espelhamento, se construindo e se identificando com os personagens, a trama, a facilidade de prever o que irá acontecer; e ao mesmo tempo a novela e quem a escreve está lá buscando que os personagens e as tramas estejam de acordo com o que é esperado, também, pelos telespectadores.
Agora o grande negócio a se pensar… você não precisa ver todos os capítulos da semana pra compreender a história, a trama… as coisas se repetem muito na novela… sabe o por quê? Sustentar um público e aumentá-lo!

A nova sociedade e a música do aqui e agora

Escutamos por todas as partes um grande número de pessoas que comentam sobre como que a atual geração é caótica, ou como que as coisas hoje não são como antigamente.
Há uma grande discussão sobre tal assunto em minha cabeça, que vai de uma ideia de um saudosismo a um “realmente há algumas coisas que estão ruins”. No entanto, muitos pontos positivos são encontrados hoje, que antigamente não eram possíveis. Resumindo: tudo que é de nossa infância é melhor pela saudade, pelo fator único, e cada época traz com ela aspectos bons e aspectos ruins.
O que isso tem de conexão com música? Talvez um fato. A informação e sua velocidade.
Muitos teóricos trouxeram a ideia de como a informação se molda e se modifica de acordo com a velocidade em que é propagada. A maneira, o público, o efeito. Tudo muda. Partimos de uma ideia da informação dada na interação social, no face-a-face, e vamos evoluindo até um ponto em que a notícia vira fonte (um ponto) que atinge muitos. Depois vamos para a notícia que passa continentes. E hoje estamos na época da cyber-virtual realidade.
A informação hoje transborda, é ampla, e está em todos os lugares (e vindo de todos os lugares).
Mais uma vez: o que isso tem de conexão com a música?
A música se inclui em um “cardápio” de possibilidades fornecidas pela mídia, e dessa forma, ela também se modifica e se modificou.
Da mesma forma que a mídia se modifica, o público constrói sua realidade a partir dela, e também muda.
Com a velocidade e com o grande número de estímulos bombardeados ao mesmo tempo, as pessoas se tornaram impacientes.
O aspecto do “obsoleto” se tornou algo mais rápido. Ou seja, são tantas as informações, tantas músicas, locais que armazenam 500 músicas, que não se tem tempo para escutar uma música de 3 ou 4 minutos.
A sociedade se torna mais do “aqui e agora” e lida com uma batelada de eventos e acontecimentos, estímulos diversos, e ela torna o que aparece rapidamente descartável.
A música sofre hoje com essa dificuldade, de tanto entrar no mercado, como de ficar.
É difícil que escutem, e mais difícil que após escutarem, que continuem por muito tempo.
Ou seja, se não há um grande investimento financeiro por trás, as bandas no máximo se firmam como bandas de uma música. Quando há dinheiro, há a possibilidade de toda hora ter material e coisas novas para entreter um público sempre faminto.
Talvez isso explique um pouco da quebra da industria fonográfica.
Há os que gostam da música por que gostam e irão escutá-la por muito tempo, mas esses, ah esses são poucos.
A grande massa que consome está sempre no aqui e agora, perdendo o que foi há 5 minutos, e o que virá daqui a 5.
É assim… o músico hoje deve ter sempre qualquer coisa pra divertir e chamar atenção.
Um circo que tem o palhaço que precisa botar mais e mais melancias, e um público que usa o nariz vermelho e que tá sempre deixando os óculos em casa…

O café nosso de cada dia, dá-nos hoje!

Respeitável público, sejam todos muito bem vindos ao nosso café! Aqui cada um pega o que quer, lê o que quer e entre nós que formamos esse time da cozinha, não chega a ser diferente: cada um escreve quando quer. Por isso eu estou hoje falando minhas “abobrinhas”, me apresentando mais uma vez. Obrigado a quem lê pela oportunidade que me dão de ser bobo, de novo!

Bom, não me sentindo na obrigação, mas já que todo mundo me pergunta: “Por que não tem nenhum post seu no blog ainda se você que teve essa ideia?”, e sabendo que tem pelo menos, mais dois textos meus aqui (se você olhar com atenção, você encontra aí, nas colunas!) eu vou me apresentar, dizendo um pouco do que vou fazer aqui.

Devido à minha formação em Teologia e o ofício que exerço hoje, eu poderia ou deveria, moralmente falando, escrever sobre religião, sobre teologia, essas coisas. Seria o politicamente correto. Mas eu já desisti de ser politicamente correto e detesto coisas feitas por obrigação. Se tem um negócio que dá prazer pra gente é fazer o que gosta. Eu amo tudo que eu faço hoje, mas sinceramente, prefiro me dar a liberdade de deixar o trabalho como um prazer só meu! Desculpe o egoísmo!

Por isso vou me dar o direito de escrever sobre o que me der na telha aqui, exatamente como combinei com os outros colunistas. A questão é que eles escolheram sobre temas específicos e eu escolhi sobre o que eu quiser em cada dia. Esse será meu espaço de “catarse”, de falar sobre o que estiver na crista da onda ou sobre alguma coisa mais antiga que essa gíria que eu acabei de usar aí (“na crista da onda”…de repente me senti saído de um gibi dos anos 70, credo!). Enfim, vou me sentir à vontade como já estou pra falar de qualquer banalidade que me interesse, pra criticar e dar opiniões sérias quando o momento exigir, pra brincar, protestar, rir, chorar e todas essas coisas tão presentes na vida de todos nós.

Com isso, só venho repetir: a única coisa que me proponho a fazer aqui e proponho a você que faça comigo é viver! Viver um pouco no papel, viver um pouco compartilhado! Sejam todos bem vindos à nossa viagem! Sirvam-se comigo desse café de amizade, conversa, conteúdo e informação!