Memories, sweetened thru the ages just like wine…

Memórias, assim como vinhos, se são boas, ficam mais saborosas, ao longo do tempo. Se não são, estragam e viram algo perto do vinagre. Mas, enfim, o que constrói memórias e o que as faz ficarem guardadas em nossos corações? Somos todos “History Makers”, ou seja, construímos nossas histórias de vida recheadas de memórias e coisas que guardamos como eternas. Disse alguém: o que o coração ama, a memória torna eterno. Não sei bem se é isso e nem me lembro agora o autor da frase, a questão é que tendemos a guardar recordações do passado, principalmente da infância como épocas sempre melhores do que as que temos.

O ontem sempre foi melhor que o hoje e mesmo que nossa infância nem tenha sido lá essas coisas, sempre achamos que foi. Sempre temos saudades. Temos uma enorme tendência a valorizar demais o que passou, em detrimento do que temos hoje, de como a vida se apresenta agora.

Minha experiência pessoal é de reuniões familiares agradáveis, cheias de comidas e sorrisos, festas com pessoas queridas na minha infância e adolescência, que faziam de datas como Natal, Ano Novo, Páscoa e aniversários, dias de fato, esperados ao longo de todo o ano só pelo prazer de rever tios, primos e outros parentes em torno da mesa e saborear deliciosos pratos preparados pela avó da gente!(Lembre-se que estas são as MINHAS lembranças utópicas da vida). Com o tempo e a morte de boa parte dessas pessoas envolvidas nessas festas, infelizmente, por muito tempo, as festas perderam o brilho e foram dando lugar às boas recordações do passado e as festas de hoje foram ficando cada vez mais cinzentas, sem cor, sem graça.

Aí que está o ponto! O presente não se chama “presente” à toa. Nunca estudei a fundo a etimologia dessa palavra, mas arrisco, romanticamente, a defender minha tese: os presentes que eu ganhava no Natal e no meu aniversário me enchiam de alegria e tenho certeza que era assim com você também! Pois bem! O nosso desafio é viver o presente (tempo, nosso hoje) como um verdadeiro “presente” (dádiva) divino! Infelizmente, não podemos voltar no passado pra reviver momentos alegres que ficaram lá atrás ou mesmo pra corrigir erros que cometemos e que gostaríamos de não ter cometido.

Por mais ansioso que a gente fique, ninguém consegue também avançar duas ou três casas no jogo da vida e viver antecipado qualquer emoção ou situação. Só conseguimos sofrer por antecipação por nossa ansiedade, mas é só! Então, nos resta vivermos o presente intensamente! Concorda ? É o que temos e eu desconfio que é também o que nos basta!

Quanto à lembranças e memórias, acredito fielmente que a saudade, mesmo que não passe, vai cicatrizando e pode, com um pouco mais de paciência, até se tornar doce, saborosa. Se você aceita minha sugestão, não fique preso apenas nela, preso a um intenso desejo de reviver na mente algum momento especial do passado, mas se aventure a viver e construir histórias que serão as boas lembranças que você terá pra amanhã! O que podemos fazer hoje que seja lembrado com carinho e que poderemos contar pros nossos netos, um dia ? E se não contarmos, pelo menos, teremos vivido bem!

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Nada como poder contar Histórias…

Minha história começou na cidade de São Paulo no dia 4 de outubro de 1982, e como qualquer menina fui vivendo uma infância feliz e cheia de brincadeiras, contudo uma coisa já era muito forte desde sempre, minha curiosidade. Eu sempre queria saber de onde as coisas surgiram, de onde venho determinada expressão, quem foi o fulano de tal que dá nome a essa rua…

E a primeira memória que eu tenho de um fato histórico que marcou minha vida foi a queda do muro de Berlim em 9 de novembro de 1989, no alto dos meus 6 anos eu ouvi aquilo no noticiário da TV e  de alguma forma aquilo ficou na minha cabeça, como podia um muro ter dividido um país? Separados famílias?? Como era aquilo?? Mas esse lance de história ficou guardado durante muito tempo, acabei no ensino médio fazendo magistério e almejando fazer faculdade de psicologia, mas por volta dos  16 anos, um frase mudou minha vida, assistindo o já extinto Programa “Jornal da MTV, com o Edgard Piccoli e a Marina Person num quadro chamado Profissões um historiador disse uma frase mais ou menos assim: “ Quer ser uma pessoa crítica, e que saber a origem das coisas, faça faculdade de História. A frase mudou minha vida, soou como música aos meus ouvidos, reposta as minhas inquietações juvenis, ao ponto do meu maior objetivo tornou-se fazer faculdade de história. E assim foi e em 2010 concluí o meu curso de História na Universidade de Santo Amaro- SP, durante a faculdade outras paixões de sempre afloraram e meu objeto de pesquisa tornou-se História da Música Evangélica nos tempos da Ditadura. E gostei tanto dessa mistura de  paixões: História, Igreja e Música que atualmente curso mestrado de Ciências da Religião, com pesquisas na área de História da Música Cristã.

Com meu espaço aqui no blog, quero, como diria a paráfrase da canção “ dividir com vocês as minhas histórias , e vocês  ajudarem a construir as minhas.”