Ausência…

Na mais básica, lógica e obvia definição ausência é a falta da presença. Logo só sente a ausência quem um dia sentiu a doçura da presença. Ficamos os últimos sete meses ausente do compartilhar reflexivo de nosso Café das Cinquepoca, blog esse que formamos em fevereiro 2013 à partir da idéia de um amigo que queria se fazer presente na discussão dos mais diversos assuntos numa conversa entre amigos e amigas que não estão presentes numa mesa física.
Neste tempo de ausência de nossas publicações aqui dezenas de coisas aconteceram conosco que nos juntamos para preparar esse Café. A vida de cada um de nós mudou de alguma maneira. Dentre as nossas mudança podemos citar que o dono da Mesa Kadu Mattos mudou-se para São Paulo afim de fazer mestrado em Ciências da Religião, que o nosso rockstar Raphael Curioni terminou a faculdade de psicologia, e essa, a mocinha historiadora mais bonita do blog, que vos prepara o Café de hoje tornou-se professora de história numa escola estadual. Certamente estas nossas mudanças individuais trarão ainda mais novos olhares, reflexões, inspirações, indignações, esperanças para nossos Cafés, e esperamos ainda que em meio aos nossos novos e diferentes desafios pessoais não precisamos nos ausentar da Mesa às Cinquepoca em 2015.
Mas nesse Café que conta um pouco de nossas presença e ausências quero aproveitar para lhes trazer a reflexão do que ou de quem você sente ausência, se essa ausência pode ser transformada num reencontro, no envio de uma simples mensagem pelos mais diversos canais de comunicação de nossos tempos pós-modernos, do convite para um Café em casa, ou numa Cafeteria, numa viagem de milhas e milhas distantes, de horas a fio de estrada ou de vôo para o suprimento da ausência com a presença.
Porque afinal de contas grande parte das ausências que sentimos na vida pode ser resolvida com as ações que citei acima, a única, mais dolorosa e cruel ausência que podemos sentir é ausência provocada pela morte, pois essa a gente só vai conseguir sanar na eternidade no Céu, para quem acredita no Paraíso.
Assim, aproveite esse ainda início de 2015 para transformar suas muitas ausências de 2014 em presenças na vida de outrem, antes que cheguem dias nos quais essa ausência não poderá mais se tornar presença.

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Procuramos independência…

“Brava gente brasileira! Longe vá… temor servil: Ou ficar a pátria livre. Ou morrer pelo Brasil.” No último sábado celebramos mais um sete de setembro, a data tão festiva da nossa independência, no meu Café sobre mais essa data comemorativa não vou dessa vez me atentar aos detalhes místicos e heroicos que envolvem essa comemoração, e a figura do Dom Pedro I e sim vou tratar um pouco mais sobre a questão da independência.

O que mais vimos nesses últimos dias foram pessoas falando que o Brasil não é independente e coisas desses naipe, e de fato isso é um fato, pois mesmo depois de 191 anos de independência o país ainda é dependente de muitas outras nações, nos mais diferentes aspectos, contudo vale lembrar que em termos de pós globalização, nenhum país é ou poderia de fato ser independente. As relações comerciais e econômicas fazem todos os países reféns uns dos outros.

É claro eu acredito que em muitos aspectos o Brasil poderia e deveria ser mais independente dos outros, pela imensidão das riquezas naturais que temos, pela criatividade do nosso povo, pelo poder de produtividade e a lista segue. Mas a independência de 100% seria impossível.

E isso fica evidente em nossa própria forma particular de enxergar nosso país, do tipo de bens culturais que temos consumido. Vamos ao cinema e sempre escolhemos assistir filmes estrangeiros, se queremos apenas entretenimento assistimos a filmes estadunidenses, se queremos filmes com um pouco de conteúdo mais profundo optamos por filmes europeus. Se vamos comprar produtos, desde cosméticos, até vestuário, eletrônicos e etc. se alguém nos oferece algo importado nós sempre achamos que esse vai ser melhor que o produto nacional.

Na hora de consumir música, o patrão de música mais consumido ainda é ligado ao estrangeiro. Na hora que alguém nos conta que foi fazer uma viagem, se a pessoa diz que foi ali conhecer o interior do estado do Mato Grosso nos fazemos aquela cara de que legal, mas se a pessoa diz que foi fazer uma viagem internacional nós a chamamos de chique e queremos saber de todos os detalhes do país visitado.

A ideia de um Brasil mais independente passa muito, mais muito mesmo pelos nossos universos particulares, com nossos hábitos ,com que tipo de estilo de vida queremos e esperamos ter, se queremos ver mudanças na esfera do macro precisamos saber que é com mudanças na esfera do micro que podemos fazer muito mais diferença.

O Brasil muda essencialmente, quando eu e você mudamos. Por isso celebre a “independência do Brasil” com um gostoso Café, bem a brasileira, com reflexões a respeito do que você pode fazer para tornar esse país um lugar ainda mais lindo de se viver.

Mudanças

Mudanças, sejam grandes ou pequenas, elas acontecem em todo momento das nossas vidas. Desde a mudança de um pequeno hábito diário, até a mudança de um Estado, de um país, vivemos num mundo onde as mudanças são necessárias. Da mudança de postura por causa de um olhar, da mudança forçada de um hábito em busca de uma vida mais saudável, da mudança no trajeto até o trabalho, para enfrentar menos trânsito e chegar menos atrasados, mudanças acontecem.

Já diria Raul Seixas que “ Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião, formada sobre tudo”. Ou seja mudança de visão, da forma de ver o mundo, num processo contínuo. Tem um versículo da Bíblia que eu gosto muito que também fala de mudança, e que está lá em Romanos 12:2 “e não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Transformação de mente, mudança de comportamento a partir da observação do que acontece ao redor. Para poder experimentar melhor a vontade de Deus é preciso que aja mudança.

Podemos dizer que nos dois casos citados acima os “pedidos” de mudança ocorrem porque não é tão fácil mudar, é duro sair da nossa zona de conforto, parece sempre melhor deixar as coisas como estão,contribuir na manutenção do status quo, afinal mudança muitas vezes dói, traz insegurança, é muita novidade para ser bem absorvida.

Contudo quem não muda, perde o trem da história, está condenado a mediocridade da vida, pois é impossível viver sem mudanças. Temos vivido nos últimos dias em nosso País tempos de mudanças profundas e significativas, e é interessante observar que nossos governantes foram obrigados a mudar em virtude das cobranças, nas mais diversas manifestações populares. Isso me faz perceber também que um dos fatores que influenciam nas mudanças de atitudes e de hábitos tem a ver também com cobranças e desafios, logo se as pessoas não são desafiadas ou cobradas, principalmente as lideranças políticas, mudanças não acontecem.

Mas é claro que quando penso em mudanças, estou pensando em mudanças que são boas, que vão contribuir para o bem individual ou coletivo, não adianta querer mudar da moça boazinha de coração para a moça sem escrúpulos, do mocinho do bem, para o bad boy, pois essas mudanças não serão boas e significativas para ninguém, só trarão angústia e dor. Sempre parto do princípio que devemos trabalhar por um mundo melhor, logo nossas mudanças tem que ser nesse sentido também.

Assim o que quero com as reflexões do meu Café de hoje, é te convidar a mudar, a refletir sobre que coisas, desde as mais banais, até grandes causas sociais podem mudar ao seu redor, porque você resolveu aceitar o desafio de mudar, de sair da sua estável e quentinha zona de conforto, de cooperar na construção contínua de um mundo melhor, de perceber a mudança como algo bom, positivo e proveitoso, que torna a vida das pessoas mais feliz.