A volta de um Brasil em que “Vale Tudo”.

 

Não tem muito tempo, li um texto afirmar que uma das possíveis explicações para tanto extremismo de direita conservadora no Brasil seria uma volta no tempo. Estávamos voltando a ser o Brasil dos anos 80, pós repressão, que vinha marcado por preconceitos e noções politicamente incorretas, muito conhecidas de todos os brasileiros que formavam pensamentos e criaram gerações.

Na tv, piadas com negros e homossexuais eram mais do que comuns: banais. O tratamento dado a empregados domésticos e funcionários considerados de menor escalão por usarem uniformes como garis, porteiros, etc era quase o de escravos “melhorzinhos”. A novela de 88, “Vale Tudo” mostrava todas essas verdades com certo exagero: os ricos pisando porque se achavam nesse direito, os mais pobres, que batalhavam não apenas pra sobreviver em meio às crises econômicas, mas aos estigmas de “neguinhos”, “sujos”, “bandidos”, “perigosos” e “favelados”. A corrupção que talvez seja desde sempre, um dos maiores problemas do Brasil era “perdoada” (afinal, a impunidade é uma forma de perdão) porque era crime de rico, poderoso e claro, branco. Então, crime de branco não tem punição, né ?

Hoje, vendo pessoas sendo linchadas e os assassinos linchadores aplaudidos pela opinião de internautas, nos causa choque e nojo. Mas para quem ainda tem algum respeito pela vida, seja ela de quem for. Para aqueles que aplaudem, é uma grande satisfação ver um ladrão apanhar até morrer. É a vingança coroada como “justiça”.

Possivelmente estes sejam os mesmos que desqualificam e mais do que isso, agridem, ofendem de forma nefasta e chegam ao ponto de ameaçar nas mesmas redes sociais, uma jornalista por ser negra. Por que? Porque é negra. Só por isso.  O talento, a inteligência, os desafios vencidos, as dificuldades, a competência foram completamente desqualificadas simplesmente porque a moça era negra.

Ela que se cuide ao passar perto de certos postes nas ruas que estes mesmos que amarram e assassinam negros moram. Ela que se cuide ao sair de casa daqui um tempo se essas mesmas pessoas continuarem em suas caçadas em nome da moral, dos bons costumes e da família e propriedade e pior de tudo: em nome de “deus”. Porque estes que matam, perseguem e injuriam em nome de “deus”, não demoram vão retomar uma certa interpretação bíblica antiga e retrógrada que afirmava que todos os negros são descendentes de Caim e por isso, a escravidão era justificada. Era a marca do pecado. É absurdo ? Já houve um tempo que não foi. Não duvido que algum intérprete mal intencionado volte a dizer que não é. As Majus por aí que se cuidem!

 

A beleza é tão fugaz!

 

A palavra fugaz (ou como cantaram Marina Lima e Lulu Santos: fullgás) tem origem no latim fugax  que descreve alguma coisa rápida ou que foge num sentido figurado de coisas efêmeras,transitórias. Toda esta explicação etimológica é para introduzir o tema de hoje: o valor que damos a coisas efêmeras nesta vidinha besta.

Ontem ouvi uma frase que me inspirou profundamente na escrita desse texto, dita por um jornalista famoso, porém dotado de pouca beleza, pelo menos, a beleza ditada pelo padrão em que nos encontramos hoje: “Prefiro ser feio porque a beleza acaba, mas a feiúra é eterna!”.

Somos tão vidrados naquilo que nos atrai que não poucas vezes, perdemos excelentes oportunidades de conhecer pessoas profundamente interessantes apenas porque não correspondem ao nosso padrão ou ao padrão imposto pelo mundo que nos cerca. O que é, afinal, bonito ou feio?

Algumas pesquisam já apontaram que muitas vagas de emprego foram definidas levando em consideração a aparência física dos candidatos.

Dizem que pras mulheres, a beleza é menos importante do que outros fatores como perfume, simpatia, etc, na hora da conquista. Para homens, não. Para os homens, a máxima machista “Me perdoem as feias, mas beleza é fundamental!” ainda diz muito do que determina seus relacionamentos. Tudo isso é bastante sofrível.

Não é o interesse deste que vos fala dar nenhum tipo de resposta ou lição de moral. Antes, seria mais válido que refletíssemos juntos a respeito dessas questões pensando o seguinte: independente se você não tem na beleza um parâmetro pra escolher com quem  você se relaciona ou se de fato, a beleza física é fundamental na hora das suas escolhas, sempre é bom partir do princípio de não ter preconceitos.

A beleza pode ser efêmera, fugaz, a feiúra pode até ser eterna; isso não importa. O que interessa é que ser preconceituoso é cafona demais. Seja feio ou bonito, meu/minha amigo/a,mas não seja chato. Feio mesmo é ser preconceituoso.

Fato é que ninguém  está satisfeito com o corpo que tem, todo mundo gostaria de mudar alguma coisa em si mesmo. O problema é quando o perfeccionismo e a vontade de melhorar é só do que se vê por fora. Vamos fazer plástica de dentro pra fora? Dá um pouco mais de trabalho, dói um pouco mais e acho até que é mais caro, mas vale mais a pena!

 

13 de maio: dia de consciência!

Eu sei que você está acostumado a me ver te fazendo rir e tudo mais, mas hoje é dia de conversar sério. Não que as minhas graças não tenham, quase sempre, um Q de crítica ou reflexão. Eu sei também que você é inteligente o bastante pra saber que o riso é umas das formas mais sábias de fazer as pessoas se abrirem e com isso, entender verdades profundas, sem ofender ou desrespeitar. Aliás, é exatamente sobre isso que vamos conversar hoje: respeito! Respeito é bom e nós gostamos!

Nasci e cresci no meio daquelas típicas piadinhas que você também conhece e entre uma graça e outra, alguém que se dizia “não racista” e se gabava por isso, soltava a pérola: “Ah não! Eu não sou racista! Eu tenho ATÉ amigos PRETOS! Não vê, fulano?” ou a outra afirmação “contra o preconceito”, ainda pior que esta primeira: “Dona Ciclana? É a PRETA de alma mais branca que eu já vi!” Essa , especialmente, me confundia muito. Na infância, ficava pensando: Mas e alma tem cor ?

Fato é que, nesse 13 de maio, caso você se lembre, comemora-se a Abolição da Escravidão no Brasil e curiosamente, ao contrário de outras datas, não é feriado. Não sou defensor de feriados(Nem contra eles). Sou defensor das prioridades corretas. Ainda vivemos num mundo em que atletas negros são comparados com macacos e a forma de protesto que encontramos é ganhar dinheiro vendendo camisetas afirmando que “somos todos macacos”.

E se pudéssemos sonhar com um mundo em que fôssemos todos humanos? E se pudéssemos sonhar com um mundo de diferentes que se respeitam e se tratam como iguais? E se pudéssemos sonhar com um mundo de oportunidades iguais pra todas as pessoas, independente de credo, cor da pele, condição social, etc? Enquanto isso, sou obrigado (e você não precisa concordar comigo, desde que me respeite, como eu faço com você!) a ser a favor de cotas, sim! Prefiro favorecer um pouco (e bem pouco mesmo, meramente com um pouco mais de oportunidade, finalmente!) um grupo que sempre foi diminuído e excluído do que aplaudir ao favorecimento de quem já tem tudo e só usufrui disso, sem pensar no outro e se julga superior ou melhor porque teve oportunidades e as aproveitou ou pior ainda: porque faz parte de uma minoria étnica que não representa a realidade brasileira, em absoluto.

É o mínimo que eu posso fazer pra aplacar minha consciência tão mal educada nos caminhos da diferença e do preconceito e tentar, com isso, redimi-la das piadinhas preconceituosas que eu também acabo rindo e inclusive, reproduzindo, se não me cuidar! E você também, que eu sei!

“Vamos brincar de índio…”

No último 19 de abril celebramos mais um Dia do índio, talvez seja uma das datas comemorativas do nosso calendário mais caricatas, afinal quem de nós quando era criança não voltou para casa com um colar de macarrão ou um cocar com uma pena que fizemos na escola? É impressionante como nós no transcorrer da história não damos a devida atenção aos povos indígenas, aos verdadeiros donos dessa terra.

Nós sempre sabemos muito pouco sobre os índios, temos uma mania horrorosa de acreditar que somos melhores, somos mais civilizados do que eles, afinal os índios são selvagens vivem na mata, sobrevivem da caça e da pesca e moram em ocas. Como se ser civilizado fosse morar em espigões, trabalhar mais de oito horas por dia, andar em transporte público lotados, ficar horas paradas no trânsito, respirar poluição, poluir rios, não ter tempo para investir nos relacionamentos familiares e de amizade. Serão mesmo os índios os selvagens da história? De certa forma as poucas tribos indígenas que sobrevivem nos poucos hectares de terra que nós generosamente entregamos a eles em reservas florestais vivem um ritmo de descompasso ao sistema capitalista que vivemos, e isso não é interessante para os detectores do poder econômico. E talvez por isso eu conservo uma admiração pelos povos indígenas, pois eles sobrevivem no contra passo do sistema.

E eu ainda tenho dois grandes motivos para admirar os povos indígenas. O primeiro é o hábito de tomar banho todos os dias, sim se você ama tomar banho lembre-se que herdamos esse costume cultural deles, porque se dependesse dos europeus a gente tomava banho uma vez por semana e olhe lá. rs

E o segundo é a luta por manter as tradições, num mundo cada dia mais líquido, onde tudo é muito rápido e esvaziado de sentindo, onde as tradições culturais são consideradas coisas do passado ou hábitos reacionários, muitas tribos indígenas preservam seus tradições, seus hábitos culturais e de certa forma valorizam sua história, coisa que nós povo civilizados já não fazemos mais.

Assim, quero com meu Café de hoje trazer uma reflexão sobre os nossos próprios hábitos culturais, antes de dizer que uma tribo indígena é ultrapassada olhe ao seu redor e veja se o que realmente considera um progresso é de fato um progresso mesmo. E acima de tudo antes resumir a cultura indígena a pessoas vestidas com penas leia mais sobre esses povos, certamente isso acrescentará muitos conhecimentos e quebra de preconceitos. De repente “brincar de ser índio” pode ser bem melhor do que os hábitos culturais que temos hoje.

Tanto faz, é igual.

Datas comemorativas sempre geram muitas polêmicas. Tem aqueles que acham importante celebrar, tem outros tantos que acham que não, e horas de discussões se vão. E talvez uma das datas comemorativas mais polêmicas seja o Dia Internacional da Mulher. Reparou nas mais diversas manifestações sobre a data que você teve aí nas suas timelines das mídias sociais no último sábado?? rs. Como boa historiadora que sou eu gosto de datas comemorativas, contudo a celebração do Dia Internacional da Mulher revela que ainda há algo errado em nossa sociedade, pois se nós mulheres fossemos devidamente respeitadas a data já não se faria necessária.

Começamos sempre a fazer um discurso sobre o preconceito de gênero e coisa e tal, mas nos esquecemos que na maioria das vezes somos nós mesmas que fomentamos as diferenças. E eu nem preciso de muito esforço para pensar o quanto fazemos isso diariamente, pois ao mandarmos nossas filhas lavarem a louça, fazerem comida e cuidar da casa enquanto mandamos nossos filhos no máximo cuidar do quintal e levar o carro. Ou ainda quando damos carrinhos e bola para nossos filhos e bonecas para as nossas filhas. Pequenos atos, que na verdade acabam revelando a segregação nossa de cada dia.

A humanidade foi criando tanto mais tanto preconceito social de gênero que foi se perdendo um aspecto interessante disso, que são apenas os detalhes biológicos que nos fazem diferentes. Nós mulheres podemos fazer tudo que um homem faz, contudo um homem não é capaz de fazer apenas o que nós podemos fazer carregar dento do ventre nossa prole. O resto é tudo construção social. E como toda a construção social, isso pode ser mudado, e estamos fazendo isso desde muito tempo, já avançamos em muitos aspectos, contundo enquanto houver mulheres que apanham dos seus esposos, mulheres privadas de prazer, mulheres privadas do acesso a educação, ganhando menos e tantas outras coisas que eu poderia listar aqui ainda temos muito o que transformar.

Todavia o mundo perfeito não é aquele que nós mulheres podemos nos julgar melhores que os homens, isso não é igualdade. O mundo perfeito é aquele que homens e mulheres caminham juntos se completando mutuamente, numa dupla dependência. Onde os Cafés são um dia feito pelo homem e outro pela mulher. O dia que a humanidade chegar nesse patamar a vida vai ficar muito mais feliz.

Médicos, hispânicos, negros

Não consigo me recordar quantos médicos negros me atenderam durante minha vida inteira. Tampouco me lembro se algum dentista negro tenha examinado meus dentes. É evidente, não lembro porque não houve. A bem da verdade, desconfio que nunca tenha estado diante de um médico ou médica que tivesse a cor um pouco mais escura do que a minha (que me reconheço como pardo). Sabemos bem a razão de tão poucos afrodescendentes nesta profissão em nosso país.

A medicina sempre foi e ainda é uma atividade profissional elitista. As faculdades particulares destinadas às ciências médicas são caras; por sua vez, as universidades públicas possuem exames rigorosos demais para o padrão de educação que uma menina ou menino negros, de renda baixa, chegaram a ter em sua vida escolar em escolas municipais ou estaduais.

Há quem possa dizer que é tudo uma questão de empenho. Com um pouco esforço é possível chegar lá! Dizem tais coisas enquanto seus filhos estão voltando da natação, sendo esta parte da aula de Educação Física ministrada em algum colégio privado, com mensalidades que podem ser até mais altas do que o salário mínimo de um trabalhador brasileiro. A superficialidade na análise de problemas crônicos – e difíceis de serem resolvidos – tem uma função: aliviar a consciência de quem não faz nada para contribuir com a transformação da realidade.

Agora, entretanto, assistimos à chegada de médicos de diversos cantos para atenderem no Brasil em lugares de clara precariedade. Dentre estes, a maioria é cubana. Cubanos, hispânicos, negros. A sociedade brasileira não apenas se chocará ao encontrar mais médicos negros do que costuma ver em um hospital, como também se defrontará com o fato de que essas pessoas lhes falarão com sotaque de gente que fala espanhol.

Os médicos cubanos, especialmente os negros, nos servirão muito. Sua presença em terras tupiniquins realçará nossos preconceitos mais diversos e quebrará um forte paradigma social: a de que “doutores” geralmente são pessoas branquinhas com cabelos lisos. Para uma menina negra, da periferia, deparar-se com profissionais que lembram suas próprias características físicas, dar-lhe-á a sensação de que também pode chegar lá. De que não está relegada apenas a um grupo específico de atividades na sociedade.

Em um país no qual os negros ainda não ascenderam significativamente, ainda carecem de empoderamento em diversas instâncias, no qual atores e atrizes negros são convocados em maior número quando surge uma novela de época (por razões óbvias), esses médicos servirão de inspiração para muitos. Eles também podem contribuir para que, enfim, essa classe profissional comporte-se melhor diante da sociedade brasileira, deixando para trás a empáfia com a qual muitos demonstram visivelmente seu sentimento de superioridade. Que passem a tratar seus pacientes não como se prestassem algum tipo de favor, uma caridade, mas uma prestação de serviço profissional, pelo qual se está sendo remunerado!

E, por fim, que contribuam para a ideia de integração de nosso povo com os outros irmãos e irmãs da América Latina. Que seu sotaque nos instigue a desejar conhecer mais sobre a vida fora do Brasil porém dentro de nossa América. E não só isso, que o espanhol receba guarida entre nós, proporcionando que nos seja transmita a preciosa cultura de nossos irmãos latinos, tão próxima e às vezes tão distante de nossa vivência cultural.

Agora, as questões trabalhistas dessas pessoas, as discussões que têm surgido a esse respeito, podem realmente suscitar questionamentos sérios acerca das relações internacionais entre Brasil e Cuba, em última instância, sobre como nosso país se comporta no cenário internacional no que diz respeito a direitos e garantias trabalhistas de seus profissionais e de profissionais estrangeiros que aqui operam.

Entretanto, enquanto isso tudo continua a ser discutido, o que mais me empolga é que podemos olhar com esperança as possíveis e benéficas consequências sociais advindas desse projeto.

Pre-para

Vamos lá, galera!
Prepara, que agora é hora do show das poderosas!
Não, calma, você não precisa se contorcer na sua cadeira! Não, não! Você, moça de boa família não precisa pegar a blusa com decote e o shortinho bem curto! Não, rapaz, você não precisa se preocupar e ir rebolando!
Bem… vamos parar com o pre – conceito, por um momento!
Vamos pensar aqui. O que é essa música?
Bem, se enquadra no hall ou no setlist das baladas do nosso país. É um mix de funk, com batida indo pro eletrônico, com um pouco do efeito chiclete do pop e com as poucas linhas letradas, algo comum hoje em 90% das músicas.
Se é boa? Pensando nos referenciais musicais ou nos moldes harmônicos e melódicos… não é boa, mas também não é tão ruim quanto tantos funks por aí: ela canta no tom da música e é razoavelmente afinada. Não é uma voz horrível. Quanto a melodia, bem, se o intuito é dançar, acho que cumpre os requisistos, já que a batida e o instrumental é bem dançante.
É melhor do que bastante coisa horrível que é enfiada goela abaixo.
Na questão de ser dançante, não penso que numa boate, ou em um ambiente assim, seja bem visto algo que não embale.
As críticas que podem ser feitas, vão no aspecto do valor do que há escrito na letra. Já ouvi falar que ela quer realçar o valor da mulher, que joga motivação do sexo feminino para cima. Bem… aceitaria tal afirmativa se o que acontecesse nos locais onde mais toca e onde vem “bombando” não fosse, como já falei, nas boates, na noite do brasil.
O que é realçar o valor da mulher quando você vê os clichês do machismo imperando nesses locais?
Se hoje criticam a mulher que não é mais fiel e foi fazer o mesmo que o homem, bem… isso veio do próprio machismo, e do sentimento de fazer o que der mais vontade e se preocupar menos com o que você terá que responder depois: faz e depois você dá um jeito.
Desa-pegado. E em um ambiente em que se vincula um trato: vamos fazer as porcarias que quisermos, pois nesse local é mais aceito.
Pra mim, essa música não passa de um “baba baby”, uma maneira de dizer “ei homem, eu sou foda e nao vou te dar tão fácil, vou desfilar e você não vai ter o que quer assim!”. Exacerba um aspecto de não promiscuidade, para tentar equilibrar a balança do “fiz cagada X tô sendo uma pessoa de família”. Fazem tanta bobeira, saem por tantos motivos diferentes do propósito que seria o mais importante do estar perto de alguém: o gostar. Você hoje dá um bitoca nos 500g de ouro, no carro, na casa, ou no simples status social mostrado por alguém. É assim que a maioria faz. Não é uma verdade absoluta e nem todos pensam assim, mas em um ambiente da noite, sim, a maioria vai pra poder liberar os desejos, fazer aquilo que bem quiser, mas também pra depois poder falar que fez A, B e C com fulano ou fulana D, E, F!
A mulher se valoriza não é dizendo que alguém vai babar com ela, mas sim quando ela demonstra ser autossuficiente, inteligente, capaz de nao cair no clichê de se dar bem porque tem corpinho.
Não me venha com a ideia de “sei me valorizar” quando na verdade você tá correndo atrás de um cara que não te dá valor, que sai por aí com as suas amigas, com todas as menininhas e você baba de ciumes. Não me venha com essa, se você vai pra uma festa e precisa ficar com alguém. Não me venha com essa, se você precisa ficar com cinco ou seis. Ou se você precisa exagerar e fazer um monte de cagada.
Pre-para pra ser alguém que visa mais aspectos concretos e de real importância, e não alguém que flutua nos tantas emoções efêmeras.
E agora? rebola?