A corrupção nossa de cada dia….

Corrupção é o ato ou efeito de se corromper, oferecer algo para obter vantagem em negociata suspeita onde se favorece uma pessoa e se prejudica outra. É tirar vantagem do poder atribuído. “Corrupção” vem do latim corruptus, que significa “quebrado em pedaços”. O verbo “corromper” significa “tornar-se podre”. Logo, corrupção é aceitar e solicitar recursos financeiros para obter um determinado serviço público, retirada de multas ou em licitações favorecer determinada empresa. É também desviar verbas públicas, ou, seja, dinheiro destinado para um fim público e canalizar para as pessoas responsáveis pela obra.
No final da semana passada eu estava preparando uma aula especial sobre corrupção, e aí fiz uma breve pesquisa do significado da palavra corrupção e seus desdobramentos, além dos significados acimas citados me deparei com a frase do professor e jurista Simão Calil: “A corrupção social ou estatal é caracterizada pela incapacidade moral dos cidadãos de assumir compromissos voltados ao bem comum. Vale dizer, os cidadãos mostram-se incapazes de fazer coisas que não lhes traga uma gratificação pessoal.” É pessoal depois que li isso pensei, e repensei ainda mais a vida.
É claro que não quero aqui pagar de advogada do diabo, contudo, depois de leituras de livros, sites, da história e da própria vida é impossível não tomar pra mim minha parte de responsabilidade. Quem aqui que está sentado comigo nessa mesa hoje pode atirar a primeira pedra e dizer que nunca praticou um ato corrupto na vida?? Ou quem sabe ainda hoje mesmo?? Quem de nós pode se orgulhar e dizer eu não me tornei podre com nada, pensando no primeiro significado da palavra?? Que de nós é ético ao ponto de nunca ter levado a vida sem pensar no bem coletivo, mas sim no bem individual?? Dói pensar nisso né?? É mais fácil apontar o erro de outrém do que assumir minha responsabilidade de viver em sociedade e lutar para que cada dia mais ela se torne mais justa, mais amorosa, mais humana. Cheguei mesmo a pensar que na verdade nossos políticos são também reflexos do que vivemos aqui na plebe, dessa cultura do jeitinho, do fazer as coisa meia-boca, de levar tudo de qualquer jeito, do se contentar com pouco….
Enfim, meu Café de hoje não quis defender partido vermelho ou azul, e sim chamar a atenção do que eu e você podemos fazer diariamente nos mais diversos espaços em que estamos inseridos para tornar a vida coletiva melhor, melhor para todos, menos corrupta.

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Um expresso no expresso do oriente – a volta ao mundo em 80 cliques.

Instantâneo.
Podemos definir a sociedade tecnológica como a sociedade da rapidez e da pressa.
A vida que não suporta os meios, aquela que não consegue esperar pela hora do final.
Seja em metas grandes ou apenas pequenas coisas do dia a dia.
Temos um relógio gigante em nossas costas, e um velocímetro sensível em nossas cabeças.
Somos do tempo em que tudo se tem na hora que se quer.
Não?

O flúor pro dente demora só um minuto. A lasanha fica pronta em 8 minutos. A minha caminhada até o centro se transforma, quando uso próteses: carro ou ônibus, transformo 25 minutos em 5.
Até o macarrão é instantâneo: 3 minutos.
O bolo de caneca: instantâneo.
A comunicação: instantânea e desplugada.

E como não ser assim em sua vida? Rápido, dinâmico… instantâneo.
Vivemos na sociedade da hiperatividade diagnosticada aos bandos.
Dos remédios que curam na hora (ou parece que).
Uma sociedade que é estimulada pela celular, pela internet, pelos computadores, pelas televisões, e ainda por todos os estímulos do mundo (conversar, falar, ouvir, sentir, ver).
Como seríamos calmos e acomodados? Nunca!

Se para Julio Verne, em uma de suas obras, a ideia de cruzar o mundo em 80 dias nos traz uma aventura surreal, teríamos tal evento hoje, como algo extremamente chato e sem necessidade. Se na obra os 80 dias são vistos como o mais rápido que se poderia fazer tal façanha, hoje em dia diríamos “que coisa mais chata e demorada!”.
A ideia de cruzar o mundo em 80 dias seria intolerável. Ninguém teria o saco para tal feito. Ou ainda mais, não haveria nenhuma relevância.
Podemos testemunhar outros lugares através das pontas dos dedos, e só!
Seremos no futuro seres com dedos gigantes, e com mãos projetadas para o melhor uso dos cliques e das tecnologias.

O que me intriga é pensar nessa instantaneidade toda, e questionar: será que chegaremos em uma época que não mais iremos esperar?
Uma sociedade chata e corrida.
Uma sociedade em que o homem é precoce (em todos os âmbitos), e as mulheres não tem paciência para esperar (em todos os âmbitos).

Pagaremos muito para simplesmente termos o prazer de quase parar.
Nem que pra um café e só. Nossas férias já são momentos mais “parados”, mas iremos idolatrar o fazer nada como um grande Deus. Um grande ícone.
“Hoje é dia de São Nada” – dirão os tolos (nós mesmos). Os que estão sempre em atividade pagam para não ter atividade em certo momento. No entanto, os que nem sempre fazem sãos os “doentes” e “atrasados” nessa corrida sem linha de chegada.

Hoje o deitar, o ser parado, ser mais recluso é sinônimo de depressivo. Como ficar parado se o mundo dita que é importante estar sempre ativo, ligado, conectado?
Vivemos sob um arranjo de possibilidades de conexão. Vivemos em rede, e a toda hora sendo provedores ou consumidores de informações.

Usando a ideia de Bauman, e indo um pouco além, diria que a nossa forma atual é fluida, mas pior ainda, é quente, e suas partículas se agitam tanto, que além de não termos uma forma definida, constantemente nos chocamos uns com os outros.

Prezamos tanto por uma individualidade, e pela busca do que é nosso, que frequentemente somos partícula batendo em partícula (outra que também busca seu espaço). Toda essa concepção de um gás sob calor ou pressão intensos, nos traz uma imagem de uma sociedade confusa, caótica.
Uma sociedade rápida, agitada, com partículas que se movimentam sem parar. Uma sociedade pressionada pelas paredes do tempo.

Somos guepardos correndo e com um apetite sem igual. devoramos. não temos tempo para gostar ou usufruir. Somos o início e o final. Não o meio, não temos tempo para ele.
Talvez Maquiavel em nossa sociedade tivesse que elaborar outra ideia, talvez a de que “os meios justificam os fins, se e somente se, forem tão eficazes a ponto dos primeiros estarem quase que imperceptíveis”.

Lembrei das promoções das pizzas, que se não chegam em sua casa em 30 minutos são gratuitas. Ou seja, a eficácia está totalmente ao lado da rapidez.
Ser rápido hoje, significa ser eficaz. E vice-versa.
Talvez esse seja um grande motivo da nossa sociedade depressiva ou hiperativa. Extremos. Extremos que se mostram plausíveis numa sociedade da velocidade, do movimento. Se paro não sou eficaz, e se não paro me torno um insaciado por novidades.

Amigos… somos movidos por uma “cocaína digital”.

Ah, e o tempo… o tempo não pára. E seguimos com os tic tacs do que sobra de tempo, nesse relógio que corre ao contrário. E vamos com pé no talo, acelerando e botando nossa velocidade pra lá dos 400 por hora.

Ihh… esse expresso já virou trem bala. Derramei meu café.

E quando o repórter se torna um fã?

Flyer da próxima ação Motirõ em Movimento que ocorre em 04/05/13 na Praça do Carmo/Santo André - Arte: Danilo Roots

Pessoal, começo este post me desculpando, pois sei que mal entrei aqui e logo sumi. Eu sei. Estivemos atrás de algumas novidades para o blog + vida pessoal e isso toma muito tempo! MAS ESTOU AQUI NAÇÃO TUPINIQUIM.
E o que eu trouxe para vocês?? Dois cubos de açúcar? Errado! Quem realmente gosta de café tem que tomá-lo “forte”. Mas, como prometido, trouxe o que vivenciei nos meus últimos dias de sanidade.

O que vocês lerão a seguir foi, inicialmente, uma reportagem que produzi para o site de notícias local da universidade onde estudo. Contudo, o conteúdo é tão rico, tão rico, que sem dúvidas merecia seguir espalhando sua palavra. Eu ouvi muito sobre esse tipo de experiência com jornalistas, e sou grato por ter acontecido comigo… Maior do que a correria para realizar a matéria foi a satisfação de conhecer o trabalho desses caras. Vocês também desejarão poder curtir 3x no botão do Facebook. Por isso estou aqui e incentivo a propagação desse ideal por todo o país.

Esse é o Coletivo Nasa! Você tem muito a dizer? Eles querem ser ouvidos! Não entendeu? Então chega de perguntas e aproveite as próximas linhas da matéria que reproduzo aqui também. Integre-se a essa cultura:

O encontro de artistas, músicos, produtores, acima de tudo, cidadãos de Santo André, deu início ao Coletivo Nasa, uma organização criada para promover ações socioculturais para a melhoria do município. Desde 2011, o grupo leva conhecimento e debate questões políticas através da arte em workshops, oficinas, eventos, entre outros.

O nome Nasa provém da sigla de Núcleo de Ações Socioculturais Ativista. “O Coletivo surgiu em um período difícil para a cidade (Santo André) em que a administração jogou a cultura e muitas outras coisas de lado. Por conta disso, nos juntamos para saber o que poderiamos fazer já que não tínhamos respaldo algum da prefeitura.”, conta Ney Braga, 31 anos, um dos idealizadores do projeto.

As reuniões para decisão e planejamento das ações ocorrem na casa do próprio Ney. Já a divulgação dos eventos é feita pela internet. Além dos trabalhos com o Coletivo, Ney Braga também é conferente de mercadorias de um supermercado e dono da loja de roupas e peças de skate A Rua Shop.

Atualmente, a organização conta com três ações colaborativas fixas: Motirõ em Movimento, que envolve atrações musicais, artes visuais, exposições, moda, artesanato e sustentabilidade, o Quarta em Movie, com exibição de filmes de produção independente, e o Art’inerante, que promove oficinas e workshops com arte-educadores sobre música, capoeira, fotografia, tecnologia e mercado de trabalho.

Esses movimentos são abertos ao público e valorizam a arte independente, estimulam as trocas de conhecimento entre jovens e a discussão de problemas da região. Um dos principais objetivos do Coletivo é pautar governantes e administradores do município para que assumam seu compromisso com a sociedade e amadureçam políticas que melhorem a qualidade de vida da população e não atendam a um interesse político-comercial.

Além disso, ações esporádicas de medidas preventivas socioeducativas são desenvolvidas geralmente em parceria com o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente, atuando fortemente nas áreas de maior vulnerabilidade da população.

A maioria dos trabalhos realizados pelo grupo são de forma colaborativa ou o investimento é feito por eles mesmos. “Estamos passando por um processo de institucionalizar o Coletivo, virando uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). Com isso, podemos participar de editais e ir atrás de recursos de empresas particulares. É um caminho que estamos seguindo para dar continuidade nos trabalhos e remunerar membros e colaboradores pelos trabalhos prestados.”, explica Ney.

Mesmo novo, o projeto dá indícios de que vai longe. Recentemente, a prefeitura de Santo André fez uma parceria com o Coletivo Nasa para a aplicação de workshops de grafitagem para jovens da comunidade de Paranapiacaba.

Grupo ensina grafitagem a jovens em parceria com a Prefeitura - Foto: Ailtom Castro

Grafite, música, cinema, fotografia, skate, dança de rua não são apenas atrativos para que jovens discutam sobre questões polítcas. Segundo a socióloga, filósofa e educadora há 32 anos, Maria do Amparo, “através da arte, o ser humano se expressa, desenvolve sua opinião e percepção de mundo. Ainda mais com a chamada arte de rua, um jovem se aproxima da realidade em que está inserido, fica muito mais humanizado e isso estimula o senso crítico.”

A atitude cidadã é outro ponto essencial para a organização. Eventualmente, o grupo realiza arrecadação de fundos para movimentos urgentes de caráter humanitário e captação de assinaturas para causas de interesse público.

Para participar do Coletivo Nasa, basta entrar em contato e apresentar seu trabalho pelo e-mail coletivonasa@gmail.com ou acompanhar a divulgação das datas dos eventos pela página ColetivoNasa no site Facebook.

 

Bom, espero que tenham ficado tão surpresos com essa matéria como eu fiquei. Quem gostou e puder curtir o post original  aqui <a href=”http://www.metodista.br/rronline/noticias/entretenimento/2013/04/ativistas-promovem-acoes-socioculturais-para-melhorias-em-santo-andre” title=”aqui” target=”_blank”></a> vai ganhar um tablet que recebemos e não pudemos comercializar… Mentira.

E se liguem! Pessoal de Santo André, ABC ou região tem um encontro marcado na próxima ação Motirõ em Movimento que ocorre em 04/05/13, durante todo o dia na Praça do Carmo, em Santo André/SP.